Da Coreia chegam apelos renovados pela defesa da vida e a promoção dos seus valores perante a desagregação do mundo contemporâneo. Começou esta semana a Assembleia Plenária da Federação dos Bispos da Ásia (FABC), onde estão presentes 187 delegados, entre cardeais, bispos, religiosos e leigos. Até segunda-feira os presentes discutem o tema “A família asiática, rumo a uma cultura da vida” na cidade de Daejeon. O delegado da Santa Sé referiu que “a família deve ser considerada o ponto de partida de qualquer experiência humana e cristã”. O secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, D. Robert Sarah, ressaltou que a “inculturação do Evangelho não deve ser entendida como um simples folclore religioso”. Durante a VIII Assembleia da FABC o prelado enfatizou a necessidade de uma adequada compreensão da noção de inculturação, para “que Deus entre na vida de cada um”. Entre outros conferencistas estiveram presentes o Cardeal Jean-Baptiste Pham Minh Man, que falou sobre os desafios da globalização. “A globalização originou novos estilos de vida que promovem o materialismo, o pragmatismo e o hedonismo, que se contrapõem aos valores tradicionais da Ásia”, referiu. Por sua parte, o Presidente da Conferência de Bispos da Coreia, D. Andrei Choi Chang-mou, ressaltou como uma das consequências negativas da globalização a idolatria ao dinheiro. “Muitas coisas negativas que ocorrem às famílias têm a ver com o dinheiro. Os problemas familiares provêm muitas vezes de servir ao dinheiro mais que a Deus”, afirmou.
