A representante especial do secretário-geral da ONU para os direitos humanos, Hina Jilani, visita hoje o enclave de Cabinda. “A situação dos direitos humanos em Angola é encorajadora, apesar de alguns detalhes que ainda precisam ser melhorados”, declarou a representante especial aos jornalistas, na sua chegada ao país. Jilani será recebida por D. Paulino Madeca, Bispo de Cabinda, para quem “só o diálogo permitirá acabar com o ambiente de medo e desconfiança no enclave”. “Vou dizer que a solução disto é o diálogo”, referiu o Bispo de Cabinda à RR. O medo e a desconfiança da população resulta da forte presença militar no enclave. “Há soldados por toda a parte, a par da miséria em que vive uma larga percentagem da população, em especial no interior que só vive da agricultura”, acrescentou. A representante de Kofi Annan chegou a Luanda segunda-feira à noite para uma missão de nove dias em Angola. Hina Jilani explicou que a sua estadia, que corresponde ao convite das autoridades angolanas, é uma oportunidade que permitirá avaliar no terreno a implementação dos direitos humanos. O programa prevê, ainda, audiências com o Presidente da República, o Presidente da Assembleia Nacional e visitas às províncias de Cabinda, onde prossegue a guerra civil, e Huíla. A missão termina no próximo 25 de Agosto, depois de uma conferência de imprensa de balanço, que prometeu a representação das Nações Unidas em Angola. Segundo esta fonte, os resultados detalhados da missão de Jilani serão apresentados na sessão do próximo ano da Comissão de Direitos Humanos da ONU.
