Conferência Episcopal da Venezuela pede que os resultados do referendo sejam aceites por todos

Os bispos venezuelanos vão convidar todo o país a aceitar o resultado do referendo revogatório deste Domingo, de onde saiu vencedor o presidente Hugo Chávez, mas não deixam de apontar o dedo ao que consideram “uma fraude gigantesca”. O Cardeal venezuelano Rosalio José Castillo Lara, presidente emérito da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano, esclareceu que a posição do episcopado no país pretende “assegurar a paz social”. O único Cardeal da Venezuela assinalou que muitos dos votos em favor de Chávez foram comprados junto das populações mais pobres e manifesta a sua surpresa com os resultados finais, muito discrepantes em relação às sondagens à boca das urnas. Falando à Rádio Vaticano, D. Castillo Lara referiu que “houve uma afluência às urnas como nunca se tinha visto, mas os centros eleitorais colocaram como escrutinadores pessoas do partido do Governo, contrariando o que se tinha estabelecido”. As denúncias continuam: “as pessoas pobres recebiam 50 ou 60 dólares por votarem a favor de Chávez”. Mesmo depois do referendo, que dá a continuidade a Chavez, os dias de instabilidade na Venezuela deverão continuar. É a opinião do responsável pela Missão Católica Portuguesa em Caracas. Os resultados oficiais do referendo apontam para que Hugo Chavez tenha conseguido 58,25% dos votos contra 41,74% da oposição, que já veio falar em fraude. Sem acordo quanto à forma como decorreu o referendo, o Padre Alexandre Mendonça disse à RR que a instabilidade deverá continuar, num país que precisa “de paz e sossego”. De acordo com o responsável, a comunidade portuguesa na Venezuela espera o desenrolar dos acontecimentos com muita expectativa. “Estamos na expectativa, para ver como isto termina”, afirmou.

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