Líderes religiosos sul-coreanos convidaram os fiéis a rejeitar a pena de morte no país. O tema tem sido amplamente debatido nesse país asiático, em virtude do aumento do número de homicídios. No dia 5 de Agosto, na Catedral de Myongdong, em Seul, líderes religiosos e políticos celebraram uma Missa por todos os condenados à pena de morte, as vítimas dos crimes e seus familiares. Durante o encontro, cerca de cem pessoas entoaram o slogan: “De uma cultura de ódio e vingança a uma prática de amor e compaixão.” O Pe. Thomas Lee Young-woo, presidente de um grupo de sacerdotes que trabalha pela integração social na Arquidiocese de Seul, admitiu que o aumento dos crimes tem incitado a opinião pública sul-coreana a apoiar a pena capital. “A pena de morte não pode representar uma solução só porque os crimes são frequentes”, advertiu Pe. Lee à Rádio Vaticano. O sacerdote também pediu à população que não atribua todas as culpas aos criminosos e explicou: “na nossa sociedade, os criminosos são frequentemente isolados e não são tratados com equidade e justiça. Devemos, por isso, ter maior consciência da gravidade do problema e procurar resolvê-lo todos juntos”. No final do encontro, os líderes religiosos da Coreia do Sul assinaram um documento comum, no qual se afirma que a pena de morte é um “homicídio institucional”, amparado pela lei e por um sistema que nega o direito à vida. No momento, 58 pessoas aguardam, nas prisões sul-coreanas, pela execução da pena capital.
