A Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) lançou uma campanha de solidariedade para com a Igreja e os cristãos do Sudão. Graças à generosidade dos portugueses, sensibilizados com o drama humanitário que aflige milhões de sudaneses, já foi possível recolher mais de 38 mil Euros em donativos desde o início desta campanha. A campanha de solidariedade pelo Sudão começou em meados de Julho e decorrerá até o final ao Outubro. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre publicou em Julho o relatório “Sudão, o grito que chega do deserto”, que alerta para a perseguição de que são vítimas os cristãos sudaneses, num país onde se travam conflitos sangrentos há mais de duas décadas. O relatório descreve também alguns dos projectos que a Igreja do Sudão tem dinamizado como o abastecimento de água ou a prestação de cuidados médicos aos refugiados da guerra e às populações mais carenciadas. O documento salienta ainda a situação das escolas católicas “Salvem os Oprimidos”, fundadas em 1986 pelo Arcebispo de Cartum, D. Gabriel Wako, que estão actualmente em risco de encerrar porque não há dinheiro para as manter. Nos próximos meses a AIS irá continuar a promover a campanha de solidariedade pelo Sudão nos meios de comunicação social e junto dos seus benfeitores e amigos. Segudo a Fundação “as pessoas poderão contribuir para esta campanha através da aquisição da vela “A Chama de Paz”, das colecções de postais de Natal ou, a partir de Setembro, pedindo o livro “A Oração da Paz”, do Padre Dário Pedroso”. Criada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma organização universal, dependente da Santa Sé, que apoia projectos pastorais em cerca de 130 países onde a Igreja se encontra em dificuldades. A defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa, bem como a denúncia dos totalitarismos, do fanatismo religioso, a multiplicação das seitas e a falta de sacerdotes são, entre outras questões, as áreas actuais de acção da organização. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre divulga informação cristã, em colaboração com os meios de comunicação social, através da impressão e distribuição de literatura religiosa e da publicação e divulgação de relatórios sobre a Igreja perseguida.
