Santuário aconselha peregrinos a terem atenção com os objectos pessoais Aproximando-se mais uma grande Peregrinação Internacional, os responsáveis do Santuário de Fátima vêm apelar aos peregrinos para que guardem com redobrada atenção os objectos pessoais que trazem consigo. Isto porque está a ser elevado o número de visitantes que se queixa do furto de carteiras e malas, nas grandes concentrações no Recinto do Santuário, mas também na Basílica, na Capelinha e ainda, e até como maior frequência, no tocheiro. Em declarações à Sala de Imprensa do Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima, o Subcomissário Cardoso, Comandante da Esquadra da PSP de Fátima, entidade que a este nível trabalha em estreita ligação com os guardas do Santuário, confirma a existência de números bastante reveladores da má conduta de algumas pessoas, que se aproveitam da distracção dos peregrinos e visitantes de Fátima, que, por se encontrarem em local de oração e de paz, se esquecem que existem pessoas capazes destes actos. “Este ano temos mais queixas de furtos de carteiras, doze a quinze furtos por fim-de-semana, (…), em cerca de 90% dos furtos, recuperam-se a carteira e os documentos, normalmente são-nos entregues pelo Santuário, são encontrados nos parques de estacionamento. O dinheiro nunca aparece, é o que é procurado”, refere este responsável policial. Por verificar que o furto de carteiras é frequente nas grandes concentrações de pessoas em Fátima, que durante o Verão são cada vez mais diárias, os capelães do Santuário fazem habitualmente, no início das Eucaristias oficiais, o apelo à atenção dos peregrinos, quer para a actuação dos carteiristas, quer das “medalheiras”, nome pelo qual são conhecidas um grupo de senhoras que tenta impingir aos peregrinos a compra de medalhas, autocolantes e alfinetes, que dizem ser para ajudar obras católicas, o que não é de todo verdade. Em relação a este aspecto, o Comandante da PSP de Fátima confirma que esporadicamente este grupo de mulheres continua a passar por Fátima, ainda assim com menor frequência do que há dois anos atrás, em que a sua presença era mais notória. Recorde-se que toda a venda de produtos ou oferta de publicidade, mesmo religiosa, está proibida desde longa data, não só no Recinto de Oração do Santuário como nos parques, nos Valinhos e em outras áreas de protecção aos lugares das Aparições. Relativamente aos parques de estacionamento, a PSP tem registado também algumas queixas de furtos nos interiores das viaturas. Esta força policial apela ao bom senso dos ocupantes das viaturas, para que, ao estacionar os veículos, não deixem visíveis malas, carteiras, casacos, telemóveis, ou outros objectos que atraiam a atenção dos amigos do alheio. No Santuário, atenção redobrada, em especial, para as carteiras colocadas nos bolsos de trás das calças e para as malas de senhora pouco seguras.
