25 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar de emergência Cerca de 25 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar de emergência no Bangladesh. O alerta do Vaticano, lançado na edição de hoje de “L’Osservatore Romano”, faz referência às inundações das últimas semanas que têm devastado o sul da Ásia e aquele país em particular, as mais graves desde 1985. As inundações e as consequentes doenças provocaram a morte de mais de 1350 pessoas no sul da Ásia, 660 das quais só no Bangladesh. Dois terços do país ficaram debaixo de água, incluindo boa parte da capital, Daca, o que originou dez milhões de desalojados e afectou outros 20 milhões de pessoas. O ministro da alimentação e da gestão das catástrofes naturais, no Bangladesh, Chowdhury Kamal Ibne Yousuf, referiu que 25 milhões de pessoas necessitarão da ajuda do programa alimentar do Governo, dado que a próxima colheita de arroz apenas terá lugar de aqui a 5 meses. Apesar de considerar que o Governo do Bangladesh está a fazer tudo o lhe é possível para ajudar as milhões de pessoas atingidas pelas piores cheias dos últimos 15 anos no Sul da Ásia, as Nações Unidas consideram que o país não conseguirá fazer face à catástrofe sozinho. Douglas Casson Coutts, representante para o Bangladesh do Programa das Nacções Unidas para a Alimentação Mundial disse que a organização está a coordenar as acções de outras agências da ONU e de várias organizações não governamentais para lançar um apelo global por ajuda. “Esperarmos ter uma avaliação dos prejuízos nos próximos dias e só depois disso é que lançamos o apelo”, disse Coutts. A resposta da Igreja Católica passa, neste momento, pelo apoio prestado às populações pela Cáritas da Coreia do Sul. O organismo já enviou cerca de 100 mil dólares, distribuídos pelas Cáritas locais, e está a organizar um projecto a longo prazo para construir um abrigo destinado aos mais pobres e às pessoas com deficiência.
