Igreja Católica na Colômbia aberta ao diálogo com os paramilitares

A Igreja Católica na Colômbia afirmou que está disponível para dialogar com todos os grupos paramilitares do país, “porque não se pode deixar de fora ninguém, caso contrário a paz seria mutilada”, segundo o cardeal Pedro Rubiano Sáenz, presidente da Conferência episcopal colombiana. Diante de representantes do governo e das forças militares, o cardeal recordou que “a paz deve ser construída entre todos os colombianos”, pelo que pediu novos caminhos para o diálogo com todos os grupos armados ilegais. O presidente do país, Alvaro Uribe, tem colocado alguns entraves às conversações com os paramiliatres de Casanare e do “Bloque Centauros”, que anunciaram esta semana um cessar-fogo unilateral. Liberdade para os sequestrados Poucos dias depois da sua libertação, o Bispo de Yopal, D. Misael Vacca, fez um apelo à libertação dos sequestrados e afirmou que a “Colômbia merece a paz, merecemos uma pátria melhor na qual possamos trabalhar de maneira honrada e ter um modo de viver fraterno”. “Convido as pessoas que empunham as armas ou acreditam que a violência é caminho para encontrar a paz, que realmente vejam que é o errado; que saibam acolher os diálogos sinceros, para que cheguemos à paz que tanto necessitamos”, ressaltou Durante sua participação no VI Congresso de Nova Evangelização –que reuniu 28 bispos, 4 arcebispos, 100 sacerdotes e 450 leigos de 36 delegações –, o prelado expressou sua gratidão ao Papa, às autoridades da Igreja no mundo e todos os fiéis católicos que se uniram em oração por sua libertação, enquanto esteve em poder do Exército de Libertação Nacional. D. Vacca explicou que “naquela situação não se é dono da própria vida e não se sabe em que pode terminar, ou quando”. “Aos que se encontram retidos por diversos grupos e pessoas, a minha oração principalmente, eu desde aquele lugar prometi que se voltasse à diocese iríamos oferecer um dia por mês para organizar uma eucaristia por estas pessoas que estão sequestradas e pelas suas famílias”, acrescentou. Na parte final da sua intervenção, o Bispo assegurou que “a Igreja continuará a trabalhar e o anseio que temos é que todos os sequestrados sejam libertados, que os camponeses possam voltar aos seus campos de trabalho”.

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