A Igreja acampada

Os escuteiros da região de Lisboa pertencentes ao Corpo Nacional de Escutas (CNE) estão a realizar entre os dias 31 de Julho e 7 de Agosto o seu acampamento regional (ACAREG), que se realiza de quatro em quatro anos, sob o tema “Procura Faróis em Novos Mares”. A actividade tem lugar em Ferrel, Concelho de Peniche, e conta com a participação de três mil escuteiros de diferentes idades. No acampamento os participantes estarão divididos por quatro sub-campos, de acordo com a sua faixa etária, e serão enquadrados por 250 dirigentes voluntários adultos que formarão o “Staff” de campo. O tema escolhido para esta edição do ACAREG, “Procura Faróis em Novos Mares”, surge como um desafio aos participantes no acampamento, sendo também um convite aos jovens. Na mesma se pronunciou D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, mna Eucaristia que celebrou no ACAREG: “as pistas são caminhos, são etapas a percorrer”, disse, incentivando todos “a seguir o caminho até ao final e a aprender a dar a vida” Já o Bispo auxiliar de Lisboa D.Manuel Clemente, grande impulsionador do Núcleo do Oeste, de que foi chefe, assegurou que “Escutismo é a Igreja Acampada” O prelado visitou o ACAREG, onde passou uma noite acampado. Escuteiro há 40 anos, o Bispo Auxiliar de Lisboa, D.Manuel Clemente, revelou ao jornal do acampamento “O Farol” que “é sempre com muito gosto que estou com os escuteiros”, referindo-se à sua passagem pelo ACAREG como “um regresso a casa”. Referindo-se ao tema do ACAREG – “Procura Faróis em Novos Mares”, D.Manuel Clemente considerou que “todos precisam de um farol para o futuro” e voltou a lembrar que “Cristo é um farol e que a relação de cada um com Ele pode abrir horizontes”. O contacto com a natureza e o serviço são, para D. Manuel Clemente, dois pontos fundamentais do escutismo. “Tudo no escutismo nos põe em serviço uns pelos outros, o que faz do escutismo uma boa escola. O ar livre abre-nos o mundo da criação”, explicou o Bispo Auxiliar de Lisboa, acrescentando mesmo que “o escutismo é a Igreja acampada”. Luís Lidington, Chefe Nacional do CNE, referiu em mensagem à Junta Regional de Lisboa que “o Escutismo é uma oportunidade positiva para dar um sentido à vida, para ajudar a crescer, para ajudar a ser Gente, um espaço de aprendizagem da liberdade e da responsabilidade, da participação e da cidadania activa”. “Alguns milhares de rapazes e raparigas e seus animadores adultos vão festejar, durante uma semana, a alegria de serem escuteiros e do CNE, isto é, jovens que são fiéis ao pensamento de Baden-Powell, que sentem o apelo de Jesus a uma vida de dávida aos outros, que se animam em torno de temas com significado”, acrescenta. Boas acções Os acampados propõem-se fazer uma boa acção colectiva. Todos os participantes com mais de 18 anos poderão doar sangue em campo, para o que terão o apoio das autoridades e voluntários locais. Os Escuteiros estão conscientes “que a melhor forma de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros”. Os Pioneiros (14-18 anos) vão organizar-se por “Caravelas”, pois o tema do seu campo será “Navegadores nas Rotas do Futuro”. As actividades a desenvolver terão sobretudo a função de chamar a atenção para um planeta em constante mudança e para a necessidade de bem orientar as acções dos jovens para um futuro sustentável. Como tal, uma das tarefas que foram pedidas aos Pioneiros foi que desenvolvessem um projecto de energia renovável que será apresentado durante o acampamento. Os Caminheiros (18-22 anos) são jovens que se encontram numa fase de transição para a vida adulta e que começam a conhecer um mundo novo e por isso o tema escolhido para este sub-campo será “Uma nova onda, uma nova maré”. Estes escuteiros terão como principais actividades a realização de acções que os colocarão em contacto com a cultura, as pessoas e as vivências de uma localidade ligada ao mar, realizarão uma tarefa de serviço à comunidade e por fim, no penúltimo dia de acampamento, todos os Caminheiros irão colaborar na construção de um Farol no Acampamento.

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