D. Jorge Ortiga deixa desafios aos políticos e à Comunicação Social
Braga, 18 dez 2014 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga sustenta na sua mensagem de Natal de 2014 que numa sociedade moderna “marcada pela palavra” é essencial que o discurso tenha uma “correspondência com ações”, dirigindo-se aos políticos e à Comunicação Social.
“Neste período natalício, como gostaria de verificar que as palavras dos políticos não fossem mero balbuciar de sons sem correspondência existencial. Como seria bom que a Comunicação Social não se vendesse a interesses, mas optasse coerentemente pela verdade”, escreve D. Jorge Ortiga na mensagem endereçada à arquidiocese.
Na mensagem intitulada ‘A eloquência da ação’, o arcebispo primaz comenta que a sociedade procura sempre “comunicar, exigir, criticar, denunciar, propor, reclamar”.
“Fala-se presencialmente, com calma ou gritando, ou virtualmente, escondendo o rosto ou a identidade. São diversas as ocasiões e as modalidades para usar da palavra oportuna ou inoportunamente”, analisa.
O arcebispo de Braga assinala ainda que o mundo seria diferente se a “transparência permeasse os diálogos das pessoas”.
Por isso, explica que as palavras “valem” se tiverem suporte nas obras porque o Natal “exige” essa correspondência e pela ação pratica-se uma linguagem que “todos entendem”.
“Obras de amor e de justiça precisam-se! Deixemos, então, que elas falem e a sociedade será outra”, incentiva D. Jorge Ortiga.
Neste contexto, o prelado na mensagem de Natal, publicada hoje no sítio online da arquidiocese, pede aos cristãos que a sua vida “se identifique” com a do outro, com as suas “interpelações”.
“Tocados pela necessidade de agir para o bem dos outros, sejamos o ‘abraço de Deus’ que restitui a dignidade humana e dá resposta”.
Segundo D. Jorge Ortiga, o Natal, nascimento de Cristo, na sociedade do vocábulo “significa o apelo a uma palavra diferente da nossa parte”.
CB/OC