Hoje deveria ter sido um dia de festa em Monchique, mas o drama dos incêndios regressou. O Bispo do Algarve diz que o momento é de ajudar que mais precisa Hoje deveria ter sido um dia de festa em Monchique: a Cáritas Diocesana do Algarve, em parceria com a Câmara Municipal local, iria proceder à entrega das últimas casas recuperadas no âmbito da campanha “Renascença/Cáritas – Ajuda Portugal”. O ponto final no drama dos incêndios do verão passado foi adiado quando se percebeu que, afinal, este não pertencia ao passado: o incêndio que deflagrou Domingo na serra de Monchique, destruiu pelo menos cinco habitações. D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve, explica à Agência ECCLESIA que a cerimónia de bênção e entrega das casas prevista para hoje tinha como objectivo “provocar a sensibilidade das pessoas para a protecção dos bens e das gentes desta região”. Os últimos acontecimentos mostram que muito há ainda por fazer neste particular. “Infelizmente, a situação agravou-se de tal maneira que não foi possível concretizar este gesto: apareceram dois fogos ao mesmo tempo, quase cronometrados, e isso ainda nos deixa mais tristes”, lamenta o prelado. A Diocese do Algarve movimentou-se de forma notável, em 2003, para dar auxílio aos que tinham perdido o que possuíam na vaga de incêndios. A mobilização deverá voltar a acontecer este ano, de acordo com o seu Bispo, que assegura que agora “é tempo de deixar uma palavra de esperança, de solidariedade, porque ninguém fica indiferente ao ver as imagens que nos entram porta adentro”. Neste momento o fogo está controlado, na zona dos Casais. O desabafo de D. Manuel Quintas é uma triste constatação: “não havia muito para arder, o bocadinho de verde que persistia no meio da onda negra a que ficou reduzida aquela Serra está arder”. “Resta-nos dar as mãos, em sinal de solidariedade, e ir ao encontro dos mais necessitados”, conclui. Notícias relacionadas • Cáritas portuguesa entrega últimas casas no Algarve
