O governo italiano autorizou, nesta segunda-feira, o desembarque dos 37 náufragos sudaneses que ficaram 21 dias à deriva, no canal da Sicília. O navio, de bandeira alemã, que resgatou os náufragos, vai atracar no Porto Empédocles, em Agrigento, Sicília. O caso despertou polémica na Itália, com oCardeal Sergio Sebastiani, Presidente da Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé, a dizer que neste caso seria necessário aplicar a parábola do Bom Samaritano. “Para além das leis e de específicas situações, a vida humana deve estar sempre em primeiro lugar no interesse cristão. É hipocrisia fazer de conta que nada está a acontecer, diante de situações de sofrimento e de perigo”, disse o Cardeal. Os 37 imigrantes ilegais sudaneses foram resgatados de um pequeno barco que se estava a afundar. A ONU tinha feito um pedido ao governo italiano para que deixasse desembarcar os refugiados “por questões humanitárias”. O missionário comboniano, Pe. Gaspare Spadavecchia, subiu a bordo do navio neste final-de-semana, onde concelebrou a missa com uma padre jesuíta. O Pe. Spadavecchia declarou que não se trata de uma emergência sanitária, mas psicológica: “eles estão a poucas milhas da costa, vêem a terra, mas não podem alcançá-la. Por esse, motivo estão a desmoronar-se emotivamente”, disse.
