Os números da crise no Darfur

Mais de 1 milhão e 200 mil pessoas foram forçadas a abandonar os seus lares e estão espalhadas por um território duas vezes superior ao de França A Caritas Internationalis, confederação de 154 organizações católicas de ajuda, desenvolvimento e serviço social, alertou para os números da crise humanitária no Darfur, província sudanesa, assinalando que mais de 1 milhão e 200 mil pessoas foram forçadas a abandonar os seus lares e estão espalhadas por um território duas vezes superior ao de França. A organização católica assinala que uma em cada pessoa está subnutrida na região, número que poderá subir para uma em cada duas já em Outubro, segundo as previsões da ONU. “As Nações Unidas estimam que mesmo que a ajuda internacional seja imediatamente entregue, 300 mil pessoas estão em risco de morte”, aponta a Caritas Internationalis. No sul do Darfur, 100 pessoas estão a morrer a cada dia que passa, pelo que as organizações cristãs de assistência e solidariedade Action by Churches together International (ACT) e Caritas Internationalis uniram forças numa resposta ecuménica conjunta à actual emergência humanitária. As duas organizações, de carácter confessional, representam as igrejas protestante, ortodoxa e católica, bem como organismos vinculados às mesmas em todo o mundo. A missão conjunta denomina-se “Resposta de Emergência Darfur ACT/Caritas” (ACDER). A ACDER lançou um apelo internacional para juntar cerca de 18 milhões de dólares, de modo a poder assistir mais de 500 mil pessoas que vivem perto das suas aldeias destruídas. Os seus promotores procuram uma resposta para a crise no Darfur, região a Oeste do Sudão, que desde Fevereiro de 2003, é cenário de um violento confronto entre dois grupos rebeldes – o Movimento para a Justiça e a Igualdade (JEM) e o Exército-Movimento de libertação do Sudão (SLA-M) – e o exército regular sudanês. O programa procura ajuda suplementar para alimentar mais de 50 mil crianças com menos de 5 anos e para educar as crianças em idade escolar.

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