Arcebispo do Huambo recebeu a insígnia em Angola
João Paulo II entrega hoje à tarde o pálio a 44 arcebispos metropolitanos, na missa da solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Os prelados estão nomeados desde 29 de Junho do ano passado. Dos 44 arcebispos que hoje às 18h00 (hora de Roma, menos uma em Lisboa) vão receber o pálio, quatro são dos Estados Unidos da América, dois da Alemanha, um da República Dominicana, três de França, dois da Nigéria e dois das Filipinas.
O pálio será entregue também a dez arcebispos metropolitanos do Brasil, um do Japão, um da Grã-Bretanha, um do México, um de Madagáscar, um de Martinica, dois do Peru, três de Itália, um de Taiwan, um do Canadá, um da Jamaica, um das Bahamas, dois da Polónia, um da Índia, um da Costa do Marfim, um da Irlanda e um do Zimbabwe, representando a universalidade da Igreja. O pálio, feito com lã de cordeiros tosquiados na Terça-feira Santa, é símbolo de autoridade e manifesta uma particular união com o Bispo de Roma e chefe da Igreja Católica.
Após a bênção do Papa no dia de Santa Inês (21 de Janeiro), os cordeiros são criados pelas religiosas beneditinas da comunidade romana de Santa Cecília — até aí, são criados por monges trapistas da comunidade das Três Fontes, nos arredores de Roma. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, além destes 44 prelados, oito arcebispos já receberam o pálio nas suas respectivas sedes metropolitanas, entre eles o português D. José de Queirós Alves. Arcebispo do Huambo O novo Arcebispo do Huambo tomou posse neste domingo numa celebração na catedral do Huambo, na presença do episcopado de Angola e do clero e fiéis da arquidiocese Dom José Alves, até agora Bispo da diocese de Menongue, foi nomeado por João Paulo II a 3 de Maio último, substituindo D. Óscar Braga que administrava a arquidiocese desde 31 de Julho de 2003, quando o anterior arcebispo, D. Francisco Viti, terminou as suas funções naquela diocese.
D. José Alves nasceu aos 6 de Maio de 1941, no distrito do Porto, e fez os estudos de Filosofia e Teologia no Seminário Maior dos Padres Redentoristas, em Valladolid, Espanha. Entrou para a Congregação dos Padres Redentoristas em Agosto de 1960 e foi ordenado sacerdote em Agosto de 1966. Licenciou-se em Pastoral e Catequese pelo Instituto “Lumen Vitae”, de Bruxelas, defendendo uma tese sobre os costumes Nganguelas, etnia da província do Cuando-Cubango.
O sacerdócio em Angola levou-o primeiro à diocese do Cuito, capital da província do Bié, e depois a Menongue, onde foi pároco, ecónomo e procurador-geral. Foi vice-provincial dos Redentoristas em Angola de 1972 a 1976, e novamente de 1984 até 12 de Setembro de 1986, data em que foi eleito Bispo de Menongue. Actualmente é também presidente da Caritas de Angola. A arquidiocese é formada por 9 paróquias e 27 Missões.
