Especialistas de todo o mundo, reunidos em Roma, manifestaram uma grande preocupação pela situação da família na Europa, em função da baixa natalidade, das dificuldades para conciliar família e trabalho, bem como da desintegração da família tradicional. O Simpósio Europeu de docentes universitários intitulado “A Família na Europa”, convocado pelo departamento de Pastoral Universitária da diocese de Roma, em colaboração com diferentes ministérios italianos e o Conselho Nacional Italiano de Pesquisa, constatou a falta de uma política familiar conjunta na União Europeia. Fazendo um balanço da situação global da família na Europa, a professora Janne Haalan Matlay, da Universidade de Oslo (Noruega), reconheceu que “existem muitas políticas familiares a nível nacional, mas falta uma autêntica política europeia”. “É difícil unificar as diferentes linhas programáticas, pois entre os diferentes países da União há um desacordo em numerosos pontos, o primeiro de todos a questão da heterossexualidade”, declarou a especialista aos microfones de “Rádio Vaticano”. João Paulo II recebeu os docentes na passada sexta-feira, tendo afirmado que “o futuro da Europa se joga na Família”. “É preciso reafirmar o primado da instituição do matrimónio e da família, como realidades de onde derivam da sábia vontade de Deus”, disse o Papa. Segundo João Paulo II, nas últimas décadas o mundo ocidental foi confrontado com o surgimento de “fenómenos sistemáticos de uma crise profunda, diante dos quais a família sempre foi um fenómeno de coesão e de força, mesmo quando asperamente contestada”.
