Milhões de refugiados e deslocados querem regressar ao lar

Nos últimos 50 anos, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ajudou mais de 50 milhões de pessoas desenraizadas por conflitos a instalarem-se noutros lugares e a começarem uma nova vida O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, lembra na sua mesnagem para o Dia Mundial dos Refugiados, que ontem se assinalou, que para milhões de refugiados e deslocados, “o lar é um lugar de onde tiveram de fugir para escapar à morte, numa tentativa desesperada de encontrar segurança. O lar é também um lugar que muitos deles não têm a menor esperança de ver de novo”. “Mas a imensa maioria dos 17 milhões que dependem hoje desta instituição deseja desesperadamente voltar para casa”, continua o secretário-geral das Nações Unidas. Kofi Annan lembra aqueles que, enquanto se esforçam para “superar o horror da perda da família, dos amigos, dos bens e de tudo o que lhes era familiar”, têm de viver em tendas, em campos de refugiados, sem outra alternativa se não esperar “para saber o que o destino lhes reserva”. “Numa prova extraordinária da atracção irresistível que a terra natal exerce, ainda que tudo aí esteja destruído, mais de três milhões de refugiados e deslocados afegãos regressaram à sua terra desde 2002. Um grande número de refugiados de Angola, Bósnia-Herzegovina, Burundi, Costa do Marfim, Iraque, Libéria, Ruanda, Serra Leoa e Somália pensa fazer o mesmo”, relata. João Paulo II exigiu ontem um maior compromisso por parte da Igreja e da comunidade internacional em favor dos refugiados. “Não nos esqueçamos dos nossos irmãos refugiados!” exortou antes da oração do Angelus.

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