I Encontro nacional dos técnicos da Cáritas “À Igreja em geral, e à Cáritas em particular, pede-se um maior investimento na criação de dinâmicas capazes de garantir a sustentabilidade das acções dos técnicos no terreno” – pediram os participantes do I Encontro Nacional de Técnicos da Cáritas, realizado em Fátima, dia 29 de Maio. Pensar a identidade da Cáritas deve implicar também “uma reflexão sobre as responsabilidades dos técnicos que, no terreno, cumprem a missão da instituição”. Nesse sentido, e a partir do tema “A Cáritas não é uma mera ONG”, Acácio Catarino apresentou uma comunicação onde salientou que “é necessário olhar a acção social como uma realidade global e globalizante, pensada em função das múltiplas dimensões do indivíduo e da própria sociedade” A falta de um “tratamento estatístico dos dados do atendimento social” é uma grande lacuna porque “inviabiliza o verdadeiro conhecimento da realidade” e, por vezes, o estabelecimento de acções adequadas. “As consequências são ainda nefastas ao nível da tomada de consciência, por parte dos mais desfavorecidos, das suas reais condições” – referiu Acácio Catarino. Aos técnicos presentes o prelector sublinhou que “independentemente da formação científica, igual à de todos e quaisquer técnicos, os valores que animam a acção dentro da instituição e a clareza quanto aos fins a alcançar podem, igualmente, marcar a diferença da intervenção da Cáritas”.
