Emigrantes portugueses em França celebraram o 13 de Maio

Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Paris, recebeu milhares de peregrinos O Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Paris, recebeu cerca de três milhares de peregrinos nas celebrações de 12 e 13 de Maio. Neste santuário mariano, entregue a um padre português, as cerimónias foram presididas por D. Manuel Felício, Bispo Auxiliar de Lisboa, que contou à Agência ECCLESIA que os horários e o programa “estiveram em sintonia com o Santuário de Fátima”. Procissão, Terço, Eucaristia e o Adeus a Nossa Senhora foram “momentos marcantes” nestas celebrações. A procissão de Adeus “é um acto muito emotivo” e via-se nas pessoas “um sentido profundo à volta do acontecimento de Fátima” – sublinhou o prelado. No contacto que teve com os emigrantes portugueses e também com alguns franceses, D. Manuel Felício referiu que “falar da mensagem de Fátima e nos pastorinhos toca na alma desta gente”. As pessoas “bebem a mensagem”. Enquanto muitos peregrinos portugueses deslocam-se à pé, de vários pontos do país, até ao santuário da Cova da Iria, em França isso “não acontece”. E avança: “vêm de metro e de carro” porque “estamos numa grande cidade”. Não fazem estas caminhadas mas, ao fazer referência ao que acontece em Portugal, as pessoas ficam “tocadas” e “percebem o sentido daquela caminhada”. – disse o bispo. Como a vida é “uma peregrinação”, estes actos “ganham sentido”. E cita exemplos: “redescoberta de itinerários tradicionais para Fátima e Santiago de Compostela”. Os peregrinos que acorreram ao santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Paris, são da região “e de algumas cidades satélites”. Um santuário “importante não só pela peregrinação de 13 de Maio e de peregrinações marianas” mas “uma quase paróquia” onde a língua de Camões predomina: na catequese, encontros de jovens e nos encontros matrimoniais. “Uma pastoral em português” – disse D. Manuel Felício. Apesar de viverem o 12 e 13 de Maio naquele santuário da cidade luz, os emigrantes também “acompanham as celebrações de Fátima”. Uma forma portuguesa “de sentir as coisas” – finalizou o bispo auxiliar de Lisboa.

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