Alerta D. António Marcelino “Aqui e ali, com muitas vítimas pelo meio, já há sinais visíveis de destruição do tecido familiar, pondo em perigo, a seu tempo, a consistência e o futuro da nossa sociedade” – denuncia D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, na sua coluna semanal do «Correio do Vouga». No referido jornal diocesano, o prelado avança que “a vida diz-me, todos os dias, que a maior pobreza que pode atingir uma pessoa é não ter família. Ninguém pode viver sem se sentir amado. A família é o espaço normal da inter-relação que exprime e gera amor gratuito e incondicional entre os seus membros e que não deixa que o clima humano arrefeça, a ponto de a existência diária se tornar um pesadelo. Com a Semana da Vida à porta (16 a 23 de Maio), D. António Marcelino sublinha que “os direitos sociais da família estão ainda longe de responder às necessidades concretas que afectam os aglomerados familiares”. Situações que levam o pastor a afirmar: “as famílias portugueses estão cada dia mais vulneráveis”. Nesta tarefa de alterar este panorama sombrio da realidade familiar, D. António Marcelino pede o empenho de todos os que dão valor à família, “ou ninguém resistirá à teimosia de querer construir, quando, ao seu lado, os mais fortes apostam em destruir. O Ano Internacional da Família pode ajudar a clarificar situações e a tomar a sério problemas que cada dia se agudizam”.
