500 militares portugueses a caminho de Lourdes

Peregrinação Militar Internacional junta mais de 15 mil pessoas. Bispo das Forças Armadas afirma que esta é uma experiência de «festa, espiritualidade e encontro» Cerca de 500 militares e civis das Forças Armadas e de Segurança portuguesas vão tomar parte na XLVI Peregrinação Internacional a Lourdes, que decorre este ano de 13 a 18 de Maio. A iniciativa nasceu em 1958, ano do centenário da aparição da Virgem nessa localidade francesa. Na mensagem que dirige aos participantes, o Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Januário Torgal Ferreira, destaca que “a experiência dos anos anteriores fala-nos de Festas, Espiritualidade, Encontro, Esperança, Jovialidade”. “Serão, porventura, valores de que carecemos nos dias que passam”, acrescenta. O sentido de Paz e da Reconciliação foi a origem deste encontro, após a II Guerra Mundial, quando um militar francês e um militar alemão resolveram concretizar, em âmbito religioso, o propósito de tranquilidade e perdão que os animava, e que deveria inspirar os seus países e suas Forças Armadas. Em Lourdes deverão estar mais de 15 mil peregrinos de todo o mundo, dos quais dois terços são militares no activo. O tema desta Peregrinação Internacional é “O Senhor é o meu Rochedo”, algo que segundo D. Januário Torgal, “aponta para a solidez e a força que Jesus Cristo representa e deve representar no mundo contemporâneo”. A representação portuguesa é chefiada pelo Vice Almirante Alexandre Machado da Silva da Fonseca em representação do Ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas, e do Almirante Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas. A preparação para este evento esteve a cargo do capelão de cada uma das unidades, com cada ramo das Forças Armadas e de Segurança a proceder, depois, à inscrição dos interessados na Peregrinação. A viagem, que começa nesta quinta-feira, conta com a presença de D. Januário Torgal, além de um capelão militar em cada um dos autocarros que leva os peregrinos até Lourdes. A destacar, contudo, a escolha de um grupo de 12 militares, que optou por fazer o percurso até o Santuário francês de bicicleta, sem nenhum apoio oficial, indo depois juntar-se aos seus companheiros portugueses.

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