Foram ontem condenados a 40 anos de prisão oito dos quinze acusados pelo homicídio do cardeal mexicano Juan Jesús Posadas Ocampo, morto em circunstâncias que permanecem por esclarecer no dia 24 de Maio de 1993, no aeroporto internacional de Gudalajara. A juíza aplicou a pena máxima prevista na lei mexicana. Segundo as autoridades que governavam o país na época, o Cardeal falecera numa troca de tiros motivada por um confronto entre os grupos rivais de narcotraficantes. A Igreja Católica mexicana, em várias ocasiões, pediu mais esclarecimentos e, agora, a Câmara de Deputados federal abriu um novo grupo interdisciplinar para rever o caso. Os bispos mexicanos afirmaram que havia uma intenção expressa de assassinato, talvez porque o Cardeal Posadas Ocampo possuisse informações sobre actividades do narcotráfico que punham em risco negócios de proeminentes personagens da política local e nacional.
