João Paulo II defendeu ontem que as diversas expressões do direito internacional devem sempre “apoiar a verdade completa da pessoa humana”. “É de vital importância que as expressões do direito internacional reconheçam e respeitem essas verdades espirituais e moral que são necessárias para defender e promover adequadamente a dignidade e liberdade dos indivíduos, povos e nações”, sublinhou o Papa, ao receber os membros da Associação Mundial de Juristas que promovem uma conferência em Roma. A intervenção do Papa tinha em mente, de modo particular, “os aspectos legais de algumas questões económicas com as quais se debate o nosso mundo cada vez mais globalizado”. O líder da Igreja católica assinalou que “para que os sistemas legislativos e as ferramentas jurídicas prestem um serviço verdadeiro a todos os homens e mulheres, especialmente aos mais pobres e marginalizados, devem apoiar a verdade completa da pessoa humana”.
