Bênção das pastas não é pedir boa sorte

Alertou D. Albino Cleto à academia de Coimbra “Benzer a pasta traduz o propósito de seguir, na vida e na profissão, as orientações do Evangelho” – pediu D. Albino Mamede Cleto, Bispo de Coimbra, aos estudantes na cerimónia da bênção das pastas. Aos finalistas daquela secular academia, o prelado salienta que aquele acto “não significa procurar boa sorte, numa atitude de busca supersticiosa, para qualquer destino cego, que não existe”. Como o futuro está “nas mãos” daqueles finalistas, a cerimónia da bênção é “uma atitude de quem agradece o curso que se termina, de quem se propõe iniciar por bom caminho a profissão que se vai exercer” – afirmou D. Albino Mamede Cleto. Uma cerimónia, realizada dia 1 e 2 de Maio, onde o prelado da cidade do Mondego recordou os alertas recebidos pelos alunos, ao longo do curso, para “a necessária correcção moral no exercício das tarefas profissionais”. A profissão de cada um orienta-se para o “bem de quem a exerce: nela se procura a realização das aptidões pessoais e se ganha o pão de cada dia”. Princípios orientadores que não podem eliminar “a felicidade dos outros e na obrigação de contribuirmos para uma sociedade melhor” – sublinha D. Albino Cleto. Por isso alerta: “Moral de ambição, moral de circunstância e moral de opinião são lobos de que o Bom Pastor nos quer defender”. Naquele dia “memorável”, o bispo de Coimbra pediu aos futuros profissionais que tenham “sempre como fonte de ética o pensamento e a palavra de Deus”. E finaliza: “que a beleza do vosso trajar, agora distintamente negro por fidelidade à tradição, dê lugar, no termo de uma longa vida, a essa brancura que S. João apontou como sinal dos que cumpriram”.

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