O lado positivo das migrações

Episcopados do Sul da Europa e do Magreb estão preocupados com o tratamento dado aos imigrantes Os bispos do Norte de África estão preocupados com as populações vindas da África SubSaariana que tentam passar para a Europa. Chegados àqueles países magrebinos “ali ficam a estagnar” porque “a Europa impede-os de passar” – disse à Agência ECCLESIA José Coutinho, emigrante em França, que representou Portugal na reunião da Comissão Mista “Europa-Magreb” do Episcopado francês com os episcopados do Sul da Europa (Portugal, Itália e Portugal) e da África do Norte (Argélia, Tunísia e Marrocos). Para alterar este panorama sombrio, os presentes apelaram à informação “destas pessoas nos países de origem” mas “é uma tentativa vã de os impedir” porque “as necessidades são imensas” – sublinhou José Coutinho. As economias ocidentais precisam “de imigrantes para compensar as baixas demográficas” e continuam a utilizar as “matérias primas desses países”. A imigração aparece no “ângulo do medo” e do “prejuízo que acarreta” nos países do hemisfério norte mas “nunca aparece como hipótese de sucesso para as nossas economias”. O impacto dos actos terroristas e o Islamismo também estiveram em reflexão. O esclarecimento é necessário porque a “opinião pública mistura islão e terrorismo”. As opiniões correm o risco de “se fechar” visto que “o terrorismo aparece identificado com o Islão” – realçou. E acentua: “é necessário uma atitude de verdade”. Este encontro, realizado em Paris, dias 26 e 27 de Abril, convida os “actores políticos, económicos e sociais a renovar o seu olhar sobre a situação do continente africano, Magreb e África SubSaariana”. Perante a precariedade de vida destes imigrantes, os elementos presentes pedem um comprometimento maior em iniciativas de “desenvolvimento solidário”. Situações preocupantes como exemplificou José Coutinho: “é um escândalo como os magrebinos são tratados para obterem um visto”. Numa época onde a informática faz maravilhas de rapidez, as pessoas “são capazes de passar semanas para obter esta documentação”.

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