Ciência e religião devem reconciliar-se, pede o Papa

João Paulo II pediu ontem aos membros da Congregação para a Educação Católica que se comprometam na missão de reconciliar o mundo da fé e o da ciência. “Em várias encíclicas procurei indicar o caminho para que se realize a reconciliação profunda entre fé e razão, bem e verdade, fé e cultura, Ocidente e Oriente. É necessário que as instituições culturais eclesiásticas acolham estes ensinamentos, os estudem, apliqyem e assumam as suas consequências”, disse o Papa aos presentes, reunidos para celebrar o 25º Aniversário da Constituição Apostólica “Sapientia Christiana”, sobre a autoridade de ensino que tem a Igreja católica no mundo universitário. A esse respeito, o Papa lembrou que a vocação das universidades e faculdades eclesiásticas é “fazer o possível para unir o mundo da ciência e da cultura à verdade da fé, para fazer descobrir a ordem salvífica do plano divino na realidade deste mundo”. Após manifestar sua alegria pela atenção prestada nestes últimos anos “à bioética, aos estudos islâmicos, à mobilidade humana”, o Papa alentou as iniciativas para “aprofundar nos laços existentes entre a Revelação divina e as áreas sempre novas do saber na realidade actual”. João Paulo II advertiu ainda que “são bem conhecidas as actuais insídias do individualismo, do pragmatismo, do racionalismo, que se estendem até os ambientes que têm a tarefa de formar”.

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