Responsável do Vaticano pede que as forças internacionais não abandonem o Iraque

O Responsável do Vaticano pelas áreas da justiça e da paz, o cardeal Renato Martino, disse hoje que “abandonar o Iraque precipitaria o país numa guerra civil, com o risco de desembocar num regime fundamentalista”. O cardeal Martino pediu tempo para que as Nações Unidas possam “controlar a situação após o dia 30 de Junho” e esclareceu que o Vaticano deseja que sejam forças mandatadas pela ONU a substituir as da coligação. “É evidente que deve haver uma continuidade na passagem de testemunho entre as forças da coligação e as da ONU, algo que a pressa de deixar o Iraque poderia comprometer”, disse o cardeal, num crítica implícita à decisão do Governo espanhol de retirar as suas tropas do terreno o mais rapidamente possível. Em entrevista ao “Corriere della Sera”, o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz disse que esses riscos se tornaram “evidentes” nas últimas semanas. “Neste momento seria imprudente abandonar o terreno, porque significaria deixar o Iraque à mercê de uma guerra civil”, referiu o antigo observador da Santa Sé na ONU e uma das vozes mais respeitadas da Cúria Romana.

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