A luta contra pobreza deve envolver os pobres, lembra o Papa

João Paulo II considerou ontem, no Vaticano, que a luta contra a pobreza não poderá ser eficaz se não envolver e ouvir os pobres. “Uma libertação duradoura das cadeias da pobreza exige que os governos não só reconheçam e auxiliem os pobres, mas que também os envolvam activamente na busca de soluções a longo prazo para os seus problemas”, afirmou ao receber as cartas credenciais da nova embaixadora de Filipinas na Santa Sé. O Papa reconheceu que, “infelizmente, as Filipinas, como muitos países asiáticos, continua a experimentar a praga da pobreza extrema”. “Este facto pode tentar, em certas ocasiões, os governos a adoptar soluções curtas de visão que na realidade levam a políticas que não trazem benefícios reais para o povo. Enfrentar a pobreza com eficácia em cada sector da sociedade exige trabalhar juntos na busca de soluções”, disse. João Paulo II denunciou ainda que “a luta contra a pobreza, quando se demonstra vã, converte-se num dos principais motivos de marginalização entre os jovens”. “Tentados pela busca de conquistas materiais rápidas, com frequência são levados por caminhos criminosos ou, como se constata em todo o mundo, unem-se a movimentos radicais que prometem mudanças sociais através da violência e do derramamento de sangue”, sublinhou. Segundo o Papa, a construção de uma sociedade baseada na dignidade humana “só poderá ser alcançada quando os que têm autoridade propuserem os princípios do governo justo e da honestidade com sua vida pessoal e pública, e oferecerem um serviço incondicional ao bem comum dos cidadãos”.

Partilhar:
Scroll to Top