Só nas situações onde o posto de trabalho se perdeu por causa dos incêndios Arrancou hoje, dia 14 de Abril, a 3ª fase da campanha “Renascença-Cáritas ajuda Portugal. Depois da reunião entre a Cáritas Nacional e as Cáritas diocesanas dos distritos mais afectados com os incêndios do Verão passado, os elementos presentes decidiram que esta etapa será “de ajuda às pessoas, engloba também os empresários, na reconstrução ou criação de postos de trabalho” – disse à Agência ECCLESIA Eugénio da Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa. E acentua: “só nas situações onde o posto de trabalho se perdeu por causa dos incêndios”. As várias Cáritas diocesanas já identificaram a situação das vitimas dos incêndios devido ao desaparecimento do seu posto de trabalho e chegou “a hora de ajudar”. Ao nível da aplicação das verbas, Eugénio da Fonseca sublinhou que “iremos atribuir mil contos por cada posto de trabalho criado”. Metade será dado (fundo perdido), o restante será um empréstimo que “amortiza à medida que forem rentabilizando os seus postos de trabalho”. Um objectivo pedagógico: “incentivar o interesse pelo seu trabalho” – referiu. Cada Cáritas diocesana destacará um técnico que fará o “acompanhamento e a viabilidade do projecto”. Depois de verificarem as situações, o presidente da Cáritas Portuguesa disse que “já identificámos entre 15 a 18 postos de trabalho” As duas fases anteriores apostaram na “resposta de emergência”, o que levou Eugénio da Fonseca a afirmar: “ficámos satisfeitos com a capacidade dos grupos locais de acção sóciocaritativa”. Revelou-se a verdade do princípio: “quem está mais perto consegue resolver mais depressa e com maior eficácia os problemas”. Ainda sobre a 2ª fase da referida campanha, Eugénio da Fonseca salientou que “está concluída” embora “a maior parte das casas ainda esteja por entregar”. E adianta: “até Junho teremos tudo entregue”. Em relação ao futuro “não sabemos se haverá uma 4ª fase”. Se existir será de apoio “à recuperação de equipamentos públicos que não possam ser recuperados com verbas oficiais”. E finaliza: “não iremos colocar os dinheiros da solidariedade a funcionar naquilo que são competências específicas do Estado”.
