Duas licenciaturas, três mestrados e uma pós-graduação. “Igreja-Mundo – Cristianismo e neo-paganismos” e “O regresso dos deuses – crítica dos neo-politeísmos” – são os novos mestrados, a iniciar no próximo ano lectivo, no núcleo de Braga da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Dois mestrados “convergentes” – um em Ciências Religiosas e outro na área da Teologia. Em declarações à Agência ECCLESIA, o director adjunto do referido núcleo, Pio Alves de Sousa, sublinha que os dois mestrados pretendem “fazer a leitura da nova realidade religiosa” porque “é assumido, de modo consensual, que estamos numa época de forte incidência religiosa”. Os destinatários destes cursos – acentua Pio Alves de Sousa – podem vir das áreas da Teologia, Ciências Religiosas, Filosofia, História e outras áreas próximas. Ao abrir estes mestrados a um público mais alargado “esperamos ter uma boa adesão de alunos”. Mestrados para “esclarecer as pessoas” num mundo onde o «mercado» do religioso “é confuso” porque “aparece misturado com a busca do religioso cristão” – salienta. Apesar da abertura de novas propostas curriculares, o director adjunto do núcleo de Braga da Faculdade de Teologia, refere que “não estamos num período de crescimento” porque “dependemos do fenómeno vocacional”. Situações que levam a Faculdade de Teologia a alargar horizontes e não ficar dependente da “formação de futuros sacerdotes”. E adianta: “temos de nos abrir à sociedade” e “tentar ler as necessidades da Igreja local”. Uma abertura a novos públicos que passa também por iniciativas “mais pontuais: cursos monográficos que respondam a temáticas muito concretas”. Para além destes mestrados, a Faculdade de Filosofia abrirá uma licenciatura em Psicologia e a Faculdade de Ciências Sociais criará uma licenciatura em Desenvolvimento Local e Regional. Sobre o primeiro, Pio Alves de Sousa disse que “é uma velho sonho da Faculdade de Filosofia” e que “se justifica porque continua a ter muita procura”. O novo curso de Psicologia “não será uma mera reposição dos clássicos” mas uma oferta “com marcas muito próprias” – realçou. Quando se fala no encerramento de algumas licenciaturas noutras universidades, Pio Alves de Sousa afirma que actualmente “um diploma de um curso superior não é certificado de emprego” mas “existe mercado de trabalho nestas áreas”. A abertura dos novos cursos não implica o crescimento das instalações mas no futuro, no Campus Camões, “iremos recuperar um antigo edifício” – conclui.
