Papa apela à protecção das crianças

João Paulo II lembrou ontem a sua mensagem para a Quaresma de 2004, apelando mais uma vez à protecção dos mais pequenos e mostrando-se preocupado com o destino das crianças em todo o mundo. “Enviei à Igreja, nesta Quaresma, uma mensagem onde quis recordar em especial as crianças que, frequentemente, são vítimas inocentes da maldade dos homens”, disse antes da oração do Angelus, na Praça de S. Pedro. “Que este período do ano litúrgico se possa transformar numa generosa manifestação de solidariedade para com este pequeninos, especialmente, os que atravessam maiores perigos e dificuldades”, sublinhou o Papa. A Mensagem de João Paulo II para a Quaresma de 2004 foi dedicada às crianças, sobretudo às que vivem “profundamente feridas pela violência dos adultos”. Partindo de uma passagem do Evangelho segundo São Mateus, “Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim”(Mt 18,5), o Papa apresenta aos católicos de todo o mundo a necessidade de “examinar como são tratadas as crianças nas nossas famílias, na sociedade civil e na Igreja”. O líder da Igreja Católica denuncia os “abusos sexuais”, a “ prostituição”, o “envolvimento na venda e no uso da droga”, o trabalho infantil e o alistamento de crianças como soldados, os efeitos da “desagregação familiar” e o “ignóbil tráfico de órgãos e pessoas” como casos que dão testemunho das dificuldades em que vivem os menores nos nossos dias. “E que dizer da tragédia da Sida com consequências devastadoras na África? Fala-se já de milhões de pessoas atingidas por este flagelo, e muitíssimas delas contagiadas desde o nascimento. A humanidade não pode fechar os olhos perante um drama tão preocupante!”, acrescentou João Paulo II. SEMANA DE PARAGEM João Paulo II convidou os fiéis de todo o mundo a unir-se a ele, na oração, por motivo dos exercícios espirituais que viverá até ao dia 6 de Março. Destes dias de retiro, nos quais o Papa suspende todos os encontros e audiências públicas, participarão também seus colaboradores da Cúria romana. “Que a Virgem da escuta faça frutíferos para todos nós estes dias de silêncio, de meditação e de intensa comunhão com Cristo, desejou o Papa ao despedir-se dos peregrinos reunidos na praça de São Pedro. A tradição dos exercícios espirituais na Cúria romana foi introduzida em 1929, por Pio XI, seguidor espiritual de Santo Inácio de Loyola.

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