João Paulo II manifestou-se hoje contra “comportamentos aberrantes” e “leis injustas” que diz existirem no âmbito da bioética. De acordo com o Papa, o crescente domínio da tecnologia, dentro dos processos da procriação humana, “pode levar a condutas aberrantes, bem como à formulação de leis injustas em relação à dignidade da pessoa e ao respeito exigido pela inviolabilidade da vida inocente”. A mensagem de João Paulo II era dirigida à X Assembleia Geral da Academia Pontifícia pela Vida, que começou na terça-feira, em Roma, e gira neste ano em torno do tema “A dignidade da procriação humana e as tecnologias reprodutivas: aspectos antropológicos e éticos”. Os progressos das ciências bioéticas abrem perspectivas promissoras para o bem, mas também podem tornar-se ameaças ao respeito pela vida e dignidade da pessoa, alerta o Papa, que criticou a “difusão de correntes de pensamento de inspiração utilitarista e edonista”. João Paulo II acrescenta que é necessário sensibilizar os investigadores, especialmente os do âmbito biomédico, “para o benéfico enriquecimento que pode resultar da conjugação do rigor científico com as instâncias da antropologia e da ética cristã”.
