Foi apresentado, no Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, o balanço da campanha “Renascença-Cáritas: Ajuda Portugal”, operação de solidariedade a favor das vítimas dos incêndios, que no total prestou apoio de emergência a 559 pessoas (216 famílias). 35famílias foram realojadas, em casas construídas de raiz ou recuperadas com a utilização das verbas recolhidas pela campanha. A reestruturação do departamento de emergências e de calamidades foi outra das consequências práticas da vaga de incêndios do verão passado. “É de realçar a onda de solidariedade que se gerou à volta da tragédia dos incêndios, na sociedade portuguesa”, vincou, à ECCLESIA, o presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca. A implementação de programas de mediação e aconselhamento matrimonial, sugerida pela Coordenadora Nacional para os Assuntos da Família, Margarida Neto, Marcou o ritmo dos trabalhos, que decorreram em Fátima, de 14 a 15 de Fevereiro. Eugénio da Fonseca assumiu a sugestão, vincando que, em primeiro lugar, “devem estar as parceiras internas, com as estruturas diocesanas ligadas à pastoral familiar”. O presidente da Cáritas portuguesa realça que a organização “faz todo o possível para encontrar formas e metodologias inovadoras para intervir na sociedade portuguesa”, mas assume que “há que passar pelo rejuvenescimento da própria acção social, chamando gente mais nova, porque é um compromisso muito exigente, que provoca um desgaste enorme”. Sobre a relação com o Estado, o presidente da Cáritas lamenta “os preconceitos de parte a parte”, com as ideias de amadorismo ou de tudo o que é do Estado é mau. “O trabalho de proximidade que nós fazemos não é fácil para o Estado, com um esforço muito grande para responder às exigências: temos de descobrir os nossos pontos fortes para fomentar uma parceria activa e efectiva”, constata. “Ambas as partes têm de se assumir como parceiros do mesmo nível, a fiscalização do Estado não pode ser do tipo policial, penalizadora, mas pedagógica, no sentido de ajudar as pessoas que não fazem bem porque não sabem fazer melhor”, acrescenta Eugénio da Fonseca. Para o futuro, a Cáritas pretende avançar com as “oficinas de pastoral social”, para abordar questões da Doutrina Social da Igreja. “Gostaríamos de apresentar esta oferta no verão, para que as pessoas pudessem dedicar algum tempo à formação”, revela. Notícias relacionadas • Conselho Geral da Cáritas
