O Cardeal Lozano Barragán, Presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para a Saúde, voltou a lançar farpas em direcção à industria farmacêutica, por causa do preço dos medicamentos. No início do mês de Fevereiro vários representantes da Santa Sé atacaram a indústria farmacêutica, pedindo que esta baixe os preços dos medicamentos destinados ao tratamento da Sida, em países do Terceiro Mundo “O custo dos medicamentos não é estabelecido exclusivamente pelas substâncias usadas para a sua produção, mas pelas licenças, que às vezes, requerem muito tempo. São elas que criam as maiores dificuldades, pois entram no âmbito da propriedade privada, que tem uma hipoteca social, e que são legítimas, quando respeitam os limites da própria propriedade privada, isto é, a patente deve ser proporcional ao medicamento”, esclareceu, em declarações à agência do Vaticano para as missões, Fides. “A propriedade privada cessa de existir quando as circunstâncias indicam que quem precisa do bem privado tenha extrema necessidade e não possua outra maneira de adquiri-lo senão a um preço baixo ou gratuitamente. É o caso dos Países mais pobres, que não têm condições de pagar o preço de mercado para o chamado ‘cocktail aids’”, acrescentou. A Organização Mundial do Comércio tem dado muita atenção a este argumento, de modo especial no que se refere ao TRIPS, o acordo sobre os direitos de propriedade intelectual relativos ao comércio. “Quando existe uma necessidade extrema, todos os bens são comuns”, atira o “ministro da saúde” do Vaticano. Notícias relacionadas • Vaticano retoma ataque contra a indústria farmacêutica
