Bispos mexicanos contestam legalização da pílula abortiva

Comercialização e distribuição, em Portugal, também está na ordem do dia O cardeal mexicano Juan Sandoval, arcebispo de Guadalajara, manifestou-se publicamente contra o decreto do governo local que aprova o uso da pílula do dia seguinte. Numa mensagem publicada a respeito deste tema, o cardeal classifica como “inconstitucional” a medida governamental. “Tomando como base a constituição mexicana e o seu respeito pela vida – explica – podemos afirmar que o decreto é inconstitucional, pois desde o momento da fecundação existe já um ser humano no seio da mãe”. Esta é, aliás, a posição oficial da Igreja Católica, que rejeita a chamada “contracepção de emergência” por a considerar abortiva. O governo do México promoverá o uso da pílula do dia seguinte entre as comunidades indígenas Gálvez. “Vamos promover toda uma política de saúde reprodutiva, com todos os métodos contraconceptivos e, seguramente, esta pílula que tanta polémica causou estará entre os métodos a utilizar nas comunidades indígenas, porque são usadas pela secretaria de Saúde”, disse, à imprensa, a assessora presidencial para o desenvolvimento dos povos indígenas, Xóchtil Gálvez. No nosso país, um grupo de cidadãos está a promover uma petição, dirigida à Assembleia da República, em que pedem a comercialização e distribuição da pílula abortiva em Portugal, reforçando as vantagens deste método não cirúrgico.

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