Património/Algarve: Sé de Silves cria acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida

Trabalhos de conservação e valorização, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), terminaram no dia 31 de agosto

Foto: Jornal Folha do Domingo

Faro, 10 set 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve informa que os trabalhos de conservação e valorização da Sé de Silves, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), terminaram dia 31 de agosto, estando em curso a criação de acessos para pessoas com mobilidade reduzida.

As obras na Sé de Silves vão continuar com a abertura de uma porta lateral para acesso de pessoas com mobilidade reduzida, informa o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.

A nova porta no monumento nacional desde 1922, e que foi sede de bispado até 1577, vai ser aberta no lado esquerdo do transepto da Sé, uma obra de cerca de 50 mil euros, da responsabilidade do Município de Silves, que vai recuperar ainda o batistério, que está interdito devido ao pavimento danificado, para além do arranjo dos degraus de acesso à torre, e a sua iluminação.

O pároco de Silves destacou que também será restaurado o altar do Calvário, degradado pelas águas pluviais, e a paróquia já com apoios da Caixa Agrícola, do Cabido da Sé de Faro e de particulares; o padre Rafael Rocha agradece também aos paroquianos a limpeza da Sé e as arrumações ao longo dos trabalhos de restauro.

Foto: Luís Medeira

As obras na Sé de Silves, iniciadas em outubro de 2025, incluíram a recuperação de coberturas e fachadas, a conservação e restauro de cantarias, proteção de vãos com redes em caixilho, recuperação de caixilhos exteriores em madeira, remoção de vitrais para restauro, rebocos exteriores e pintura final.

Nestes trabalhos de conservação e valorização, que foram financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), também foram restaurados os painéis em vitral, a autarquia local assegurou o restauro de vitrais com 60 mil euros.

Executadas pela Câmara Municipal de Silves, as obras na Sé contaram um apoio de 1,2 milhões de euros provenientes de fundos comunitários do PRR, um financiamento contratualizado através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.

A Diocese do Algarve recorda que as últimas grandes obras neste património, a substituição das coberturas das três naves, foram realizadas em 2010, com o apoio do município local, pela Entidade Regional de Turismo do Algarve, a paróquia, e por mecenas como a Fundação Aga Khan.

A Sé de Silves, “um dos templos mais notáveis da arquitetura gótica do Algarve”, foi provavelmente mandada erigir após a conquista definitiva da cidade, em 1248 ou 1249, por D. Paio Peres Correia, nos finais do século XIII, e foi sede de bispado até 1577, quando o bispo D. Jerónimo Osório transferiu-a para Faro.

A planta de cruz latina é formada pela abside e transepto, com uma altura de, aproximadamente, 18 metros, a nave central é mais elevada que as duas laterais; os principais materiais utilizados na sua construção foram o arenito vermelho – grés de Silves – e os calcários dolomíticos da região Silves.

No átrio interior estão vários sarcófagos, como o túmulo de D. João II, ali sepultado em 1495, os restos mortais foram transladados para o Mosteiro da Batalha quatro anos depois; a porta lateral sul, datada de 1781, ostenta decoração de estilo rococó, destaca o jornal ‘Folha do Domingo’ da Diocese do Algarve.

CB/OC/PR

 

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