Organizadores falam em acontecimento inédito na história da saúde mental portuguesa O Núcleo de Pastoral em Saúde Mental do Patriarcado de Lisboa irá organizar uma peregrinação a Roma, com os doentes de instituições psiquiátricas do Patriarcado de Lisboa, no próximo dia 11 de Fevereiro de 2004 – Dia Mundial do Doente. “A iniciativa de uma Peregrinação a Roma com pessoas doentes mentais, e a participação numa audiência Papal e na Missa do Dia Mundial do Doente, presidida pelo Papa João Paulo II, na Basílica Vaticana de S. Pedro, é, sem dúvida, um acontecimento inédito na história da Saúde Mental Portuguesa”, refere Fernando d’Oliveira, Coordenador do Serviço de Pastoral da Saúde da Casa de Saúde do Telhal. De 10 a 13 de Fevereiro um grupo de doentes de diversas instituições psiquiátricas da área do Patriarcado de Lisboa, nomeadamente, da Casa de Saúde do Telhal, Casa de Saúde da Idanha e Clínica Psiquiátrica de S. José, deslocar-se-ão em Peregrinação a Roma para aí participarem, no dia 11 de Fevereiro, numa Audiência Geral com o Papa e na celebração da Missa para doentes, presidida por João Paulo II, que na tarde desse mesmo dia terá lugar na Basílica de São Pedro, por ocasião do Dia Mundial do Doente. “Estamos agora perante uma realidade que julgamos ser uma oportunidade singular de valorização e de dignificação da vida das pessoas com problemas de saúde mental”, assegura a organização da peregrinação. Para os promotores da iniciativa – o Núcleo de Pastoral em Saúde Mental do Patriarcado de Lisboa (constituído pelas Capelanias dos Hospitais Júlio de Matos e Miguel Bombarda e pelos Serviços de Pastoral da Saúde da Casa de Saúde do Telhal, Casa de Saúde da Idanha, Casa de Saúde Sta. Rosa de Lima, Clínica Psiquiátrica S. José e Residência S. João d’Ávila) esta peregrinação pretende proporcionar a estes doentes – e neles sentindo representadas todas as pessoas com problemas de saúde mental -, “uma oportunidade ímpar para a valorização da sua vida, para a animação da sua fé e para o reforço da sua dimensão espiritual, da sua auto-estima e da sua dignificação.” Os promotores salientam que esta iniciativa se enquadra num amplo projecto de “valorização da pessoa doente mental” que, há já algum tempo, vem sendo desenvolvido por este Núcleo de Pastoral em Saúde Mental.
