Os missionários católicos a trabalhar no Uganda alertaram novamente para a onde de sequestros e assassinatos, levados a cabo pelos guerrilheiros do Exército de Libertação do Senhor (ELS), no norte do país. A agência missionária Fides lamenta o silêncio da comunidade internacional, “que não se interessa pelo problema”. “Os ataques do ELS concentram-se principalmente no distrito de Pader. A liderança da guerrilha refugiou-se no Sudão, mas deixou no Uganda alguns chefes menores, que continuam os ataques. Esperamos que quando a paz chegar ao Sudão, se criem condições para a paz também aqui”, dizem os missionários. O vice-secretário geral da ONU afirmou, na sua última visita a este país, que a pior situação humanitária no mundo se encontra no Uganda. Jan Egeland, que tem a seu cargo as questões humanitárias, acusava a opinião pública internacional de dar uma “atenção mínima” a este problema, para o qual a Igreja Católica – incluindo João Paulo II – tem alertado repetidas vezes.
