Viana do Castelo: Santuário diocesano da Peneda, espaço «extraordinário, pela paisagem e pela grandeza», reabriu igreja

«Reabrimos o santuário para podermos normalizar toda a sua vida espiritual», afirmou o capelão, o padre César Maciel

Foto: Diocese de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez, 06 ago 2026 (Ecclesia) – O Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Peneda (Gavieira) de Viana do Castelo reabriu a igreja, após obras de conservação e beneficiação, nos 826 anos da aparição de Nossa Senhora das Neves, esta quarta-feira, dia 5 de agosto.

“Reabrimos o santuário para podermos normalizar toda a sua vida espiritual, é algo que já desejávamos há muito tempo”, disse o capelão do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, localizado na Gavieira (Arcos de Valdevez), citado pela Diocese de Viana do Castelo.

Segundo o padre César Maciel, esta reabertura representa um “desejo antigo da comunidade”, por isso, espera ver reforçada a ligação dos arcoenses ao santuário.

“Esta é a nossa Mãe, venham cada vez mais ao santuário, este espaço é extraordinário, pela paisagem e pela sua grandeza, permitindo-nos fazer a oração e regressar ao dia a dia com um espírito mais forte”, acrescentou o capelão.

A reabertura da igreja do santuário diocesano do alto Minho coincidiu com os 826 anos da aparição de Nossa Senhora da Peneda, tradicionalmente evocada sob a invocação de Nossa Senhora das Neves, e foi celebrada com uma Eucaristia, segundo o santuário mariano que reúne “peregrinos, devotos e fiéis de diversos pontos de Portugal e da Galiza (Espanha)”.

Na homilia da Missa, o padre César Maciel referiu que o “verdadeiro discípulo de Cristo é aquele que escuta, acolhe e vive a Palavra de Deus, seguindo o exemplo da Mãe de Jesus”, e apelou aos presentes que a imagem de Maria continue a guiá-los na vivência da fraternidade, da gratidão e do amor ao próximo.

O comissário para a Confraria de Nossa Senhora da Peneda explicou que as obras responderam a necessidades urgentes, da conservação do edifício à valorização do património, e “integra um plano mais vasto de revitalização do santuário e da sua envolvente”.

O padre Luciano Reis Lima Forte da Costa salientou que a classificação da Peneda como Monumento Nacional reforça a projeção deste espaço religioso e patrimonial, atrai mais visitantes e contribuiu para a dinamização da economia local, e são dois objetivos melhorar o acolhimento dos peregrinos e valorizar toda a área envolvente.

Para o arcipreste de Arcos de Valdevez “a preservação do património histórico e artístico da Igreja”, foi uma das maiores preocupações desta intervenção; o padre Aventino de Freitas também adiantou que a Romaria da Peneda 2026 “decorrerá dentro da normalidade, mantendo a sua forte dimensão espiritual, religiosa e celebrativa”, de 31 de agosto a 8 de setembro.

A Diocese de Viana do Castelo, na sua página na internet, informa que as obras no Santuário de Nossa Senhora da Peneda vão continuar no exterior, o interior do monumento já pode ser visitado pelos devotos; o investimento “ascende a cerca de 1,8 milhões de euros, financiado, em parte, pelo programa Norte 2030 – FEDER, pelo município e pela Confraria de Nossa Senhora da Peneda”, e querem também consolidar este santuário como polo de referência espiritual, cultural e turístico.

O Santuário da Peneda destaca que a sua igreja, “renovada no interior”, acolheu “numerosos peregrinos”, e vários sacerdotes das Dioceses de Viana do Castelo, Braga e Porto.

CB/OC

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O culto a Nossa Senhora, com raízes na Idade Média, consolidou-se, em definitivo, no Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na Paróquia do Divino Salvador da Gavieira, no Arciprestado de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, a partir do século XVIII.

É constituído por várias edificações, para além do templo-igreja principal, o escadório das virtudes, o terreiro dos evangelistas ou o monumental escadório e as 20 capelas temáticas, antecedido pelo largo do Anjo São Gabriel.

 

 

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