«Temos coisas tão boas, tão boas, que é preciso vir para descobrirem que vale a pena viver nesta região» – Padre Francisco Barbeira

Guarda, 06 ago 2026 (Ecclesia) – O diretor do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Guarda, o primeiro convidado dos ‘Caminhos na minha terra’, destacou o património edificado e natural, a cultura e a tradições, numa visita que começou no “sítio mais alto da cidade”.
“Estamos a 1056 metros de altitude, o sítio mais alto da cidade da Guarda, e a partir daqui temos uma vista abrangente de todo o concelho, a 360 graus. Quem subir à Torre de Menagem tem a possibilidade de contemplar toda a região: a zona da Serra da Estrela, de Espanha, para a parte da Marofa”, destacou o padre Francisco Barbeira, esta quinta-feira, 6 de agosto, no Programa ECCLESIA, na RTP2.
Do castelo da Guarda, a Torre de Menagem, os turistas têm “uma primeira perspetiva” daquilo que pode visitar na cidade, como a Sé Catedral, o antigo convento de Clarissas, “que é uma escola”, as torres de igrejas, e “todos os edifícios que fazem parte do património”.
A cidade da Guarda é conhecida pelos ‘5 F’s – Farta, Forte, Fria, Fiel e Formosa –, e, para o padre Francisco Barbeira, também “é fantástica e fabulosa”, é preciso ir “para ver, e para conhecer”, as pessoas são “bastante resilientes, resistentes”, e o frio também as motiva para “continuarem a lutar”.
“Muitas vezes, acabamos por ficar um pouco esquecidos no tempo, quando damos conta de que a maior parte prefere ir para o litoral. Temos coisas tão boas, tão boas, tão boas, que é preciso vir para as pessoas descobrirem que vale a pena viver nesta região”, desenvolveu o sacerdote.
Na Praça Luís de Camões, a mais emblemática da cidade, impõe-se a Catedral, para além dos característicos ‘balcões da Guarda’, o antigo Paço do Concelho, e edifícios históricos.
“Estamos num sítio privilegiado da cidade, só temos de estar gratos aos nossos antepassados que nos deixaram esta relíquia. Este sítio, a ‘Praça Velha’, não teria todo este aparato senão fosse a Sé, que atrai as pessoas: A Sé é um pouco despida, mas tem um retábulo fabuloso que faz catequeses só por si, damos conta da vida de Jesus”, explicou o padre Francisco Barbeira, salientando que se destaca a Senhora da Assunção, “que é a padroeira”.
O padre Francisco Barbeira também é o diretor do jornal ‘A Guarda’, fundado a 15 de maio de 1904, e, este verão, gostava de ver a região nos meios de comunicação social pelas “boas notícias”, que são “muito importantes”.
“Infelizmente, quando os meios de comunicação social, a nível nacional, vêm à Guarda, muitas vezes não é para darem boas notícias, vêm mais quando há alguma desgraça. E eu gostava muito que a Guarda fosse vista pela positiva, e há tanta coisa boa para divulgar e para noticiar”, referiu o sacerdote e jornalista, que destacou a importância da comunicação social regional, “contadores de verdadeiras histórias”.
A Diocese da Guarda “é rica em santuários, em ermidas”, como a Capela de Nossa Senhora do Mileu, “uma das mais antigas” que celebra a festa a 15 de agosto, ao lado das termas romanas, as romarias e festas de verão congregam residentes e os emigrantes.
O pároco de Famalicão da Serra, Fernão Joanes e Vale de Estrela explicou que as pessoas “gostam de regressar” à sua terra, aproveitam o mês de agosto para “celebrar também as festas de família, os casamentos, os batizados”, e a Igreja têm de “saber acolher, a própria igreja é também um local de encontro”, e têm de “estar atentos e disponíveis”.
A visita do diretor do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Guarda terminou no património natural dos Passadiços do Mondego, um percurso de 12 quilómetros, ao longo do rio Mondego, entre a barragem do Caldeirão e Videmonte, no Parque Natural da Serra da Estrela.
“A Diocese da Guarda é rica em património natural; lugares aprazíveis, lugares que nos convidam também a procurar Deus na natureza. A encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’ lembra-nos exatamente isso, que é importante também que procuremos no silêncio, na natureza, paz interior”, concluiu o padre Francisco Barbeira, neste ‘Caminhos na minha terra’, a proposta do Programa ECCLESIA à quinta-feira, até dia 3 de setembro.
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