Escritora destaca que «é preciso coragem», e que «inteligência, a memória, a vontade», mas também «a fé, a esperança, o amor» são superpoderes que «constroem a paz»
Lisboa, 22 jul 2026 (Ecclesia) – Maria Teresa Maia Gonzalez escreveu uma história sobre “a construção da paz, que está sempre ameaçada”, e dos “dons especialíssimos” que cada pessoa tem, no novo livro ‘Arepse e os Jovens Semeadores’, lançado, em junho, pela Paulinas Editora.
“A história fala essencialmente da construção da paz, que está sempre ameaçada. Nós, agora, vemos isso em direto todos os dias, mas ela esteve sempre ameaçada, é muito frágil. Está sobretudo ameaçada pelo preconceito, também pelo preconceito religioso, pela indiferença e, claro, está ameaçada pela ganância”, disse a escritora, esta quarta-feira, dia 22 de julho, em entrevista à Agência ECCLESIA.
Maria Teresa Maia Gonzalez acrescenta que “é preciso coragem” perante estas várias ameaças à paz, e conta que no seu novo livro quatro jovens “recebem uma missão muito especial”, que lhes é apresentada “sob a forma de uma semente misteriosa que é um dom”.
“É um dom que cada um deles vai desenvolver, e vai perceber que cada um deles é responsável pela construção da paz na terra onde vivem, que é uma cidade que está reprimida por forças terríveis, onde não há liberdade para nada. É uma cidade que também está cheia de vício, está cheia de dependências e que precisa urgentemente de uma intervenção”, desenvolve a escritora.
Os quatro jovens, adianta a autora de ‘Arepse e os Jovens Semeadores’, vão “abraçar esta missão da construção de uma nova cidade, de uma nova sociedade”, primeiro individualmente, e, depois, coletivamente.
Segundo Maria Teresa Maia Gonzalez, o segredo dessa transformação está nas palavras ‘coragem’ e ‘espiritualidade’, e conta que se inspirou “muito” nas “palavras sábias” de Madre Teresa de Calcutá, que estão no início do livro que foi lançado em junho, pela Paulinas Editora: ‘o fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço, o fruto do serviço é a paz’.
A escritora explica que há um caminho a percorrer até se chegar à paz, que “começa pelo silêncio”, porque faz falta a interioridade “neste tempo tão cheio de ruídos”, das constantes imagens que passam a correr.
“E é preciso ganharmos esse tempo, recuperarmos esse tempo de silêncio para a interioridade, porque a espiritualidade é um dom para todos, e deve ser usada para todos, independentemente da religião ou até da não religião”, indicou, a autora
Com mais de 180 livros publicados, e vários títulos premiados incluindo o livro ‘A Lua de Joana’, Maria Teresa Maia Gonzalez alia literatura à pedagogia, e também à espiritualidade, a temas urgentes para as novas gerações.
A autora explica que ‘Arepse e os Jovens Semeadores’ se destina a leitores “talvez a partir dos 15 anos”, mas também “mais novos, com uma certa maturidade”, a idade em que “normalmente os jovens deixam de ler”, e salienta que “vale a pena apostar nessa idade”.
“E de perceberem que cada um de nós tem dons especialíssimos, e que chegam para a missão que nos é confiada a todos, é preciso recuperar esta ideia. Muitos livros e muitos filmes, nas últimas décadas, veicularam esta ideia de que a magia é que resolve determinados problemas, os chamados superpoderes”, desenvolveu, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.
Maria Teresa Maia Gonzalez realçou que “a inteligência, a memória, a vontade, são superpoderes”, e que as pessoas também têm “a fé, a esperança, o amor”, superpoderes que “bem usados, constroem a paz”.
A escritora tem a preocupação de, através da literatura, da narrativa, ter uma perspetiva pedagógica para todas as pessoas, e de transmitir, propor, os seus valores, “que são os cristãos”, mas “não impor”, que é uma forma de chegar aos jovens”.
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