Proteção de Menores: Secretariado de EMRC do Porto repudia «liminarmente» a conduta de professor suspeito de abuso sexual

«A proteção de crianças, jovens e adultos vulneráveis constitui uma prioridade absoluta», afirma o comunicado

Catedral do Porto
Foto: Voz Portucalense

Porto, 22 jul 2026 (Ecclesia) – O Secretariado de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) da Diocese do Porto afirmou hoje em comunicado que repudia “liminarmente” a conduta do professor suspeito de abuso sexual de menores e “condena totalmente qualquer crime desta natureza”.

De acordo com informações divulgadas na comunicação social, um professor de EMRC que lecionou na Diocese do Porto é suspeito de “prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores”.

“Com base no noticiado pelos meios de comunicação social, a nossa primeira preocupação dirige-se às vítimas, às suas famílias e às comunidades educativas afetadas, pelo que reiteramos o nosso compromisso incondicional com a proteção das crianças, jovens e adultos vulneráveis, bem como com a criação de ambientes educativos seguros e promotores da dignidade de cada pessoa. Por isso, manifestamos para com eles a nossa mais profunda solidariedade, repudiando liminarmente a conduta e as circunstâncias em que tais práticas terão ocorrido”, afirma o comunicado.

“O Secretariado de EMRC da Diocese do Porto condena totalmente qualquer crime desta natureza, nomeadamente em contexto escolar”, acrescenta.

O organismo, que coordena a lecionação da disciplina de EMRC na Diocese do Porto, afirmou a sua disponibilidade para “colaborar com as autoridades competentes em todas as diligências processuais de natureza disciplinar e penal”, acrescentando que “os docentes de EMRC estão sujeitos a exigentes critérios legais e profissionais de recrutamento, avaliação e acompanhamento da parte da tutela educativa”.

O secretariado referiu ainda que o recrutamento de professores de EMRC obedece ainda a “critérios eclesiais e de formação específica, nomeadamente académicos, pedagógicos e humanos, assim, como formações permanentes regulares”.

“Apesar deste especial cuidado e do contributo prestado pelos docentes de EMRC para a humanização e sublimação educativa das crianças e jovens cujos encarregados de educação procuram uma educação integral, do ponto de vista humano, ético e religioso, é de lamentar e repudiar a possibilidade de se verificarem comportamentos individuais incompatíveis com os valores e as responsabilidades da função docente”, sublinha o comunicado.

O Secretariado de EMRC da Diocese do Porto afirma que “a proteção de crianças, jovens e adultos vulneráveis constitui uma prioridade absoluta, sendo dever de todos contribuir para o cuidado das vítimas e para a prevenção de futuras situações de abuso”.

A “formação de docentes”, a “sensibilização das comunidades educativas”, a “ativação de mecanismos de denúncia” e a “articulação com as autoridades competentes na prevenção e combate a todas as formas de violência sexual” são mecanismos que o Secretariado de EMRC do Porto assume, “reafirmando tolerância zero diante de qualquer caso de abuso em contexto escolar”.

PR

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