Fátima: Núncio Apostólico em Portugal preside à peregrinação do migrante e do refugiado
Fátima, 21 jul 2026 (Ecclesia) – O Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, vai presidir, nos dias 12 e 13 de agosto, em Fátima, à peregrinação do migrante e do refugiado.
O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, D. Pedro Fernandes, escreveu uma mensagem para a peregrinação do migrante e do refugiado subordinada ao tema «Da fragilidade à Esperança».
“A experiência humana descobre assim o seu horizonte de sentido e, por isso, a fragilidade torna-se lugar de esperança, de abertura a algo maior e mais profundo, que só Deus pode dar, porém, para além desta fragilidade estrutural, profundamente humana, há outras formas de fragilidade que são impostas de modo injusto ou violento, que não são um caminho, mas processos de fragilização e empobrecimento”, lê-se no documento enviado à Agência ECCLESIA.
Em última análise, estes processos de fragilização “roubam a esperança e ofendem a dignidade das pessoas, muitas das quais são forçadas a migrar ou procurar refúgio. Saem da sua terra em busca de melhores condições de vida, de mais liberdade, de mais respeito pelo que são, ao nível pessoal, cultural, religioso ou étnico”, refere o Bispo de Portalegre – Castelo Branco.
“Muitas destas experiências de migração são vividas de modo muito doloroso: se na origem a causa da saída foi, de algum modo, a carência ou até a violência, nos lugares de destino os migrantes encontram com frequência o oportunismo e a opressão: tornam-se vítimas de tráfico, de condições de trabalho ou alojamento injustas e, tantas vezes, desumanas, com legislações injustamente discriminatórias e práticas administrativas ou políticas que causam ainda mais sofrimento”, lê-se no documento.
Em Portugal, com uma “tão grande tradição migratória”, em “todos os sentidos (partimos e somos acolhidos nos países de destino; e acolhemos outros que chegam à nossa terra), há muitas e belas histórias de sucesso na integração”, mas também “é verdade que as situações de violência sobre os migrantes não estão ausentes”.
A cidadania “deve ser sempre valorizada, para todos os cidadãos (nacionais ou estrangeiros) e sempre alicerçada em algo maior: a dignidade humana, igual e universal”.
O respeito pela diferença, integrando “sem diluir e deixando-se acolher sem impor, é essencial para a fraternidade”, completa o presidente da comissão.
LFS
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Peregrinação do Migrante e do Refugiado Segunda-feira – 12 de Agosto Terça-feira – 13 de Agosto |

