Padre Joaquim Ganhão, Emanuel Pacheco, Isabel Alçada Cardoso e cónego João Peixoto recordam história da iniciativa anual e projetam edição deste ano

Lisboa, 20 jul 2026 (Ecclesia) – O 50ºEncontro Nacional da Pastoral Litúrgica, que se realizará entre 27 e 30 de julho, em Fátima, vai agradecer o percurso traçado até então e será uma oportunidade para pensar o futuro, afirmou o novo diretor do secretariado nacional que promove a iniciativa.
“O encontro deste ano é também uma ocasião para agradecermos este caminho percorrido, todos aqueles que participaram nestes encontros ao longo destes anos, aqueles que nos ensinaram a aprofundar o sentido do mistério litúrgico, aqueles que nos ensinaram a cantar, aqueles que nos ensinaram a celebrar com beleza, com profundidade e com verdade”, afirmou o padre Joaquim Ganhão.
Na mensagem vídeo transmitida no programa Ecclesia de hoje, o responsável refere que o evento vai permitir olhar para o horizonte desta iniciativa, que terá como tema “A Liturgia, vida da Igreja”.
“Chegámos aos 50 anos, vamos ver agora e repensar estes encontros em termos de futuro, mas isso, como costumamos dizer, o futuro a Deus pertence, mas também nos pertence a nós no sentido de refletirmos e podermos repropor este caminho da formação litúrgica para as dioceses portuguesas”, indicou.
O sacerdote, da Diocese de Santarém, lembra que a atualidade é marcada por outros “contextos” e “desafios”, enfatizando que prevalece sempre a intenção de viver, celebrar com beleza, com verdade e com dignidade a liturgia.
“Estes encontros de Pastoral Litúrgica têm-nos ensinado a celebrar e a crescer na compreensão do mistério litúrgico e concretizam, de certo modo, aquilo que o Papa Francisco nos lembrava na [carta apostólica] ‘Desiderio desideravi’, quando dizia que precisamos de assumir a formação para a liturgia e a formação pela liturgia”, disse.
O padre Joaquim Ganhão recorda que participa nesta iniciativa anual desde o 8ºencontro e salienta como “foi bom” para o seu “percurso de crente”, “de descoberta de Deus” e do mistério de Cristo”, sobretudo no que respeita a perceber a “beleza da celebração litúrgica” e do canto.
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Inserido no programa Ecclesia de hoje esteve ainda o testemunho do cónego João Peixoto, diretor do Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto que, em declarações à Agência ECCLESIA, evocou o início dos encontros nacionais da Pastoral Litúrgica, no “verão quente de 75”, quando o monsenhor Aníbal Ramos tinha, recentemente, assumido a presidência do Secretariado Nacional. “Estava a formar a sua equipa, iam publicar-se dois livros litúrgicos importantes, o Ritual da Unção e Pastoral dos Enfermos, o Ritual da Penitência, e então esse secretariado que estava a formar-se pensou que era importante não apenas publicar os livros, não apenas publicar documentos, mas que as pessoas se encontrassem, os padres, os religiosos, as religiosas, os leigos mais responsáveis para informação, para formação, para celebração da fé”, recordou. O sacerdote destaca que o primeiro encontro reuniu 87 pessoas, em 1975, e, as pessoas ficaram de tal modo “cativadas” que no segundo já eram mais de 300 e no sétimo já eram mais de 700. “E de repente chegámos ao patamar dos mil logo no ano a seguir”, relatou, o que revela, segundo o cónego João Peixoto, que “havia muita sede” e “muita fome”. “A reforma litúrgica já estava a ser realizada nos documentos, mas os padres, os leigos, os religiosos queriam viver a liturgia e os encontros proporcionaram isso, uma vivência”, conta. “Porque não eram semanas de estudo, com conferências muito bem preparadas, que também as tinha, mas eram experiências de celebração, experiências de assembleia, experiências de fraternidade, foram verdadeiras festas de encontro dos cristãos”, enfatiza. |
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