Vaticano: Papa defende urgência de curar «feridas de quem sofre»

Leão XIV envia mensagem a conferência internacional da Cáritas sobre a saúde

Foto: caritas.org

Cidade do Vaticano, 24 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje a uma ação centrada nas pessoas que sofrem, no campo da saúde.

“A salvação não é uma ideia abstrata, mas começa com a ação concreta de curar as feridas de quem sofre”, refere a mensagem enviada por Leão XIV à Conferência de Saúde da Cáritas Internacional, que decorre na Itália.

O texto, transmitido através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, sublinha a necessidade de “levar a compaixão e a bondade de Deus aos que mais necessitam”.

“Ao restituir a saúde, Jesus revela a dignidade inerente dos doentes e aponta assim para a nossa salvação eterna”, acrescentou o Papa.

A conferência internacional, que decorre até quinta-feira em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, congrega delegações de 25 países para estruturar “uma abordagem holística” de socorro clínico, mental e espiritual.

“O alarmante declínio no acesso aos serviços de saúde está a alimentar o sofrimento”, alertaram os participantes durante os fóruns de trabalho.

O chefe de gabinete do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral aproveitou a ocasião para denunciar que o “isolamento social afeta uma em cada seis pessoas” no mundo.

“A competência profissional é indispensável, mas não é suficiente”, frisou o padre Avelino Chico, desafiando as instituições a formarem os seus quadros “na humanidade e na compaixão”.

Os especialistas presentes vincaram também que as rotinas de assistência em zonas de guerra precisam de protocolos estruturados para cuidar de “quem cuida”, evitando a exaustão das equipas.

A organização católica sublinhou que a eficácia médica “está a tornar-se uma das questões determinantes na política internacional”, prometendo lançar um roteiro de ação no final do encontro.

O programa engloba ainda debates sobre a ética da inteligência artificial, as crises do Ébola e o impacto do endividamento público no tratamento das franjas precarizadas.

OC

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