João Paulo II pede aos fiéis das grandes religiões que rejeitem a violência

João Paulo II lançou no passado sábado um nova apelo pela paz, mormente pelo final do conflito entre judeus e muçulmanos, por ocasião de um concerto no Vaticano. “Judeus, cristãos e muçulmanos não podem aceitar que a terra esteja sob o domínio do ódio, que a humanidade seja torturada por guerras sem fim”, disse o Papa sob os aplausos da assistência. “Devemos encontrar em nós a coragem da paz”, acrescentou. O “Concerto da reconciliação” entre judeus, cristãos e muçulmanos, aconteceu na Sala Paulo VI e contou com a presença de numerosos líderes religiosos. “A história das relações entre judeus, cristãos e muçulmanos está marcada por luzes e sombras e, lamentavelmente, experimentou momentos dolorosos”, reconheceu o Papa, que tinha à sua direita o antigo rabino chefe de Roma, Elio Toaff, e à sua esquerda o imã da mesquita de Roma, Abdulawahah Husein Gomaa. João Paulo II vincou que hoje em dia há “necessidade de uma reconciliação sincera entre os crentes no único Deus”. O Concerto, organizado pela Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, comemorou o primeiro encontro de líderes religiosos pela paz, presidido há 18 anos por João Paulo II, em Assis. O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e da Comissão para o diálogo religioso com o judaísmo, dirigiu as palavras de saudação destacando alguns dos gestos mais marcantes deste Pontificado em favor da reconciliação com as religiões filhas de Abraão: a visita do Papa à sinagoga de Roma em 1986, a oração junto do o Muro das Lamentações, em 2000, a visita à Universidade de Al Azhar do Cairo, nesse mesmo ano jubilar, e à mesquita dos Omeyas de Damasco, em 2001.

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