João Paulo II lançou neste Domingo um apelo à plena unidade dos cristãos, classificando como “dolorosa provação” a existência das suas divisões. “Num mundo sedento de paz, é urgente que as comunidades cristãs anunciem o Evangelho de maneira vigorosa. É indispensável que testemunhem o Amor divino que as une e que levem alegria, esperança e paz, convertendo-se em fermento de nova humanidade”, afirmou o Papa antes de rezar a oração mariana do Angelus, perante milhares de peregrinos reunidos na praça de São Pedro. O apelo de João Paulo II marca o arranque da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, durante a qual, referiu, “os cristãos de todo o mundo se reunirão para rezar ao Senhor, a fim de renovarem o seu compromisso comum em favor da unidade”. “Cristo assegurou aos discípulos o apoio nas provas. E acaso não é uma dolorosa provação esta persistente divisão entre os cristãos? Por este motivo, sentimos a profunda necessidade de nos dirigirmos ao único Senhor, para que nos ajude a vencer a tentação do desalento no difícil caminho que leva à plena comunhão”, acrescentou. O Papa recordou o Programa da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano, que tem por lema as palavras de Jesus “Eu vos dou a minha paz (Jo 14, 27)”. O documento foi redigido pelas diferentes confissões cristãs que vivem na cidade de Aleppo (Síria) por encargo do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica) e pela Comissão Fé e Constituição (Conselho Ecuménico das Igrejas). “É significativo que o tema tenha sido proposto pelas Igrejas do Médio Oriente, onde a unidade e a paz são as prioridades mais sentidas”, constatou o Papa. As celebrações desta semana foram inauguradas de maneira oficial, no Domingo, pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ao presidir a um acto ecuménico na igreja de Santa Brígida em Roma, juntamente com o bispo luterano de Helsínquia.
