Os primeiros cristãos chegaram há dois mil anos a Aleppo, na Síria, com a pregação dos apóstolos. Nunca, porém, as comunidades desta região foram alvo de uma atenção tão grande e o motivo é simples: o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica) e a Comissão Fé e Constituição (Conselho Ecuménico das Igrejas) confiaram-lhes neste ano a preparação do programa de celebrações para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18 a 25 de Janeiro). O metropolita greco-católico de Aleppo, D. Jean-Clement Jeanbart, refere que no primeiro local onde os seguidores de Jesus começaram a ser chamados “cristãos” há hoje “seis comunidades católicas: os greco-católicos, os arménios, os sírios, os maronitas, os caldeus e os latinos; e três comunidades ortodoxas: greco-ortodoxos, arménios e sírios.” Em relação à celebração da Semana de Oração pela Unidade em Aleppo, cidade com sete mil anos de história, o prelado explica que “em cada ano, um comité especial surgido da assembleia das Igrejas locais é encarregado da sua preparação e da sua celebração para que participe o maior número possível de sacerdotes e fiéis” Como exemplo de cooperação, o bispo revelou à agência Zenit que as comunidades católicas e ortodoxas inauguraram uma igreja comum, dedicada a São José. “A inauguração desta igreja foi presidida pelos dois patriarcas, o católico e o ortodoxo, assim como pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Foi um grande encontro ecuménico que deu calor ao coração dos fiéis de Aleppo e de muitos outros fiéis do mundo que desejam a aproximação entre os cristãos e a unidade da Igreja”, lembra. Notícias relacionadas • A paz no Médio Oriente, desafio de unidade para os cristãos
