Moshe Katsav acusa Igreja Católica de legitimar o terrorismo palestiniano O presidente israelita, Moshe Katsav, atacou duramente o líder da Igreja Católica na Terra Santa, patriarca Michel Sabbah, acusando-o de legitimar o terrorismo palestiniano. “Como chefe espiritual deve condenar o terrorismo, porque Deus não perdoa esses actos. O assassinato de um bebé e da sua mãe é uma guerra de libertação?”, atirou Katsav. Um dia depois de ter recebido uma delegação de 15 bispos católicos dos EUA e da Europa, Katsav viu-se confrontado com o apelo dos prelados em favor do povo palestiniano, que consideram “esmagado” pela política israelita. D. Michel Sabbah, patriarca latino de Jerusalém, tem repetido que uma das raízes do terrorismo está na “ocupação” dos territórios palestinianos. Seguindo o raciocínio do chefe da Igreja Católica, João Paulo II, D. Sabbah limita-se a constatar que “devemos combater o terrorismo, mas devemos também perceber as suas causas”. Moshe Katsav ignorou, nas suas críticas, o documento publicado em Dezembro passado pelo mesmo patriarca de Jerusalém, onde este condenava o terrorismo “por ser um meio ilógico, irracional e inaceitável para resolver o conflito” (ver notícia relacionada). Também João Paulo II, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2004, quis dirigir-se especialmente aos homens e mulheres tentados a recorrer ao “inadmissível instrumento do terrorismo”. Notícias relacionadas • Bispos católicos lançam grito de alerta em favor do povo palestiniano • Patriarcado de Jerusalém condena terrorismo
