D. Manuel Linda apela ao envolvimento dos jovens

Porto, 29 mar 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto presidiu hoje à Missa de Domingo de Ramos, apresentando a entrada de Jesus em Jerusalém como uma caminhada sinodal, antes de anunciar a abertura do Sínodo Diocesano para o Pentecostes.
“A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, por natureza, já é uma caminhada sinodal porque não se trata de um mero passeio, mas da expressão de profundas raízes de fé e espiritualidade, uma antevisão do que é ser Igreja na identificação com Cristo Salvador”, disse D. Manuel Linda na Missa de Ramos, numa intervenção divulgada pelo jornal diocesano ‘Voz Portucalense’.
O responsável católico presidiu à Eucaristia na Catedral, recordando o entusiasmo da multidão que estendeu capas e um tapete de verduras no chão para receber o Messias.
“Este dia de Ramos e da Paixão já nos encaminha para o Sínodo.”

O prelado revelou que o anúncio do calendário e o arranque oficial deste processo de reflexão conjunta vão acontecer no próximo dia de Pentecostes (24 de maio).
“A nossa Diocese do Porto entrou em Sínodo”, observou.
O bispo diocesano pediu a cooperação de toda a comunidade, destacando o papel essencial das novas gerações nas grandes causas do Evangelho e da fraternidade.
“Precisamos muito de vós”, apelou.
A homilia assinalou que a figura de Cristo continua a gerar divisões na sociedade contemporânea, espelhando as atitudes relatadas nos textos sagrados da Paixão.
“A humanidade continua dividida entre os opositores declarados a Jesus, os muitos indiferentes e os que aderimos à sua pessoa e mensagem”, observou.
Constatando que a união de toda a humanidade em redor de Jesus ainda está longe de se concretizar, o bispo do Porto desafiou os fiéis a assumirem um testemunho ativo no mundo.
D. Manuel Linda concluiu a reflexão apelando a que os crentes expressem “a alegria da cooperação, a vivência da fraternidade eclesial e o serviço da caridade na Igreja”.
A Igreja Católica inicia, com o Domingo de Ramos, a Semana Santa, momento central do ano litúrgico, que recorda os dias da prisão, julgamento e execução de Jesus, culminando com a Páscoa, celebração da ressurreição de Cristo.
OC
