«Acompanhamos especialmente com a nossa amizade e oração os que estão desanimados e sem forças» – D. Virgílio Antunes

Coimbra, 13 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra anunciou que as comunidades católicas vão destinar a renúncia quaresmal para “ajudar as vítimas” das recentes “calamidades” climáticas, que afetaram particularmente a região.
“As tempestades das últimas semanas fazem-nos viver a espiritualidade cristã na Igreja como casa afetada e sofredora para muitos dos seus membros, mas também como casa de fraternidade e amor que se repartem por todos os irmãos e irmãs”, escreve D. Virgílio Antunes, na sua mensagem para a próxima Quaresma.
O bispo de Coimbra salienta que vivem o tempo litúrgico da Quaresma, que vai começar, “na solidariedade para com os que sofrem pela perda de pessoas, de bens, de tranquilidade e paz”, e oferecem o produto material da “Renúncia Quaresmal para ajudar as vítimas das calamidades climáticas”.
A renúncia quaresmal é uma prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo da sua diocese.
“Acompanhamos especialmente com a nossa amizade e oração os que estão desanimados e sem forças para se levantar e olhar para o futuro com esperança”, referiu D. Virgílio Antunes.
Após a passagem da depressão Kristin, a 28 de janeiro, a região de Coimbra enfrentou novas ameaças meteorológicas que exigiu planos de contingência; esta diocese foi uma das mais afetadas pela depressão a par de Leiria e Santarém.
A Quaresma que se inicia com a celebração de Cinzas (quarta-feira), este ano dia 18 de fevereiro, é um tempo litúrgico de 40 dias (a contagem exclui os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (5 de abril, em 2026).
A espiritualidade cristã leva-nos a assumir a missão de ser cristãos no mundo. Esta Quaresma impele-nos a assumir com coragem a promoção da justiça em favor dos pobres, a missão evangelizadora junto dos não crentes, o empenho social e político em ordem à paz, o testemunho dos valores do Reino dos Céus face às realidades que escravizam.”

O bispo de Coimbra explica que a Quaresma é “um tempo oferecido ao Povo de Deus” para se fortalecer na sua caminhada espiritual “em direção à celebração da Páscoa anual e a caminho da Páscoa eterna”.
Na sua mensagem, D. Virgílio Antunes salienta que fazem este percurso “com a Palavra de Deus comunicada à humanidade”, centram a peregrinação “na Eucaristia celebrada, adorada e vivida, que é verdadeiro alimento da nossa espiritualidade cristã”, e preparam-se para “o encontro com o amor de Deus”, através do Sacramento da Reconciliação, “verdadeiro milagre da graça e da misericórdia, que salva”.
“Desejo a todos uma santa Quaresma, um verdadeiro enraizamento na espiritualidade cristã, que nos encha do amor de Deus e nos aproxime dos outros como irmãos”, concluiu o bispo diocesano, na mensagem para a Quaresma 2026, publicada no jornal ‘Correio de Coimbra’.
CB/OC
Solidariedade: Arciprestado de Coimbra Urbana precisa de voluntários para ação solidária
